quinta-feira, 28 de abril de 2011

Como era o sexo na Idade Média?


Na era medieval, a vida entre quatro paredes ficou mais recatada por causa da influência da Igreja Católica. No mundo ocidental, tudo que era relacionado ao sexo - exceto a procriação - passou a ser pecado. Até pensar no assunto era proibido! O único que se dava bem era o senhor feudal: além de colocar cinto de castidade em sua esposa, ele tinha o direito de manter relações sexuais com qualquer noiva em seu feudo na primeira noite do casamento dela. A datação tradicional da Idade Média vai de 476, queda do Império Romano do Ocidente, a 1453, queda de Constantinopla. Já no Oriente, em países asiáticos, a liberdade sexual era maior. Os homens orientais podiam, por exemplo, ter quantas mulheres quisessem, desde que conseguissem sustentar todas. "Mas o segundo casamento tem de ter autorização da primeira esposa. Isso foi feito para a mulher não ficar sozinha e desamparada", diz o historiador Claudio Umpierre Carlan, professor da Universidade Federal de Alfenas (MG) e pesquisador da Unicamp.

PROIBIDÃO

Sexo era pecado e deveria ser evitado a todo custo

Paquera

Por volta do século 12, surgiu o chamado amor cortês. Na corte, o cavaleiro levava o lenço da mulher amada. Mas era uma amor platônico e infeliz - como os casamentos eram arranjados por interesses econômicos, o cavaleiro e a dama quase nunca ficavam juntos. Os noivos arranjados muitas vezes só se conheciam por meio de retratos pintados a óleo

Posições

Só uma posição era consentida pela Igreja: a missionária (atual papai-e-mamãe). Ela tem esse nome porque os missionários cristãos queriam difundir seu uso em sociedades onde predominavam outras práticas. Para os cristãos, ela é a única posição apropriada porque, segundo são Paulo, a mulher deve sujeitar-se ao marido. O recato entre quatro paredes era tamanho que, em alguns lares mais tradicionais, o casal transava com um lençol com um furo no meio!

Masturbação

Para desincentivar o prazer sexual solitário, surgiram nessa época os mitos de que os meninos ficavam com espinhas ou calos nas mãos caso se masturbassem. Se uma menina se tocasse, ou estava tendo um encontro com Satã ou havia sido enfeitiçada por bruxas. A paranoia era tão grande que muitos tomavam banho vestidos - até o banho era considerado um ato libidinoso

Casamento

A família da noiva, que podia casar logo após a segunda menstruação, pagava um dote (dinheiro ou bens) ao noivo, que tinha, geralmente, entre 16 e 18 anos. Mas havia proibições, claro: o papa Gregório I proibiu o casório entre primos de terceiro grau, e Gregório III proibiu a união de parentes de até sexto grau!

Ciência

A anatomia não evoluiu muito na era medieval, mas os conhecimentos técnicos para evitar o sexo, sim! Não há consenso entre os historiadores sobre a invenção do cinto de castidade, mas acredita-se que o modelo mais antigo seja o de Bellifortis, de 1405. Feito de metal, ele tinha aberturas farpadas que permitiam urinar, mas não copular. Também foi inventada a infibulação, técnica de costura da vagina para garantir a fidelidade da mulher ao senhor feudal quando ele viajava

Homossexualidade

A relação homossexual era chamada sodomia e era crime com pena de morte, além de ser considerada heresia pela Igreja - os homossexuais poderiam até ser queimados em fogueiras. No Oriente, era aceito - mas na surdina. Por exemplo, em exércitos em guerra, era preferível a relação entre soldados do que recorrer a prostitutas

Prostituição

Como os homens não podiam ter prazer com as esposas, com quem só transavam para procriação, a procura por prostituas era grande. Ao mesmo tempo em que eram malvistas pela sociedade e pela Igreja, as profissionais do sexo tinham que doar metade de seus lucros ao clero - foi o que instituiu o papa Clemente II (1046-1047)

Pecados

Segundo a suma teológica de são Tomás de Aquino, documento escrito de 1265 a 1273, havia dois tipos de pecado pela luxúria:
- Pecado contra a razão
Fornicação e adultério, por exemplo
- Pecado contra a natureza

por Marina Motomura

Site de pesquisa:http://mundoestranho.abril.com.br/historia/como-era-sexo-idade-media-481346.shtml

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Hoje me lembrei sem reservas no dia da passeata pelas Diretas Já em São Paulo que reuniu mais de cem mil pessoas (alguns dizem trezentos mil) e a Globo colocou que eram comemorações pelo aniversário da cidade. Que vergonha essa nossa imprensa partidária! Que vergonha que o maior jornal de Minas Gerais não tenha o mínimo de compromisso com a verdade factual e muito menos respeito aos seus leitores e assinantes! Desde sempre é sabido que o EM possui ligações viscerais com a família Neves, inclusive tendo como censora a irmã do senador. Uma infinidade de informações de considerável relevância deixou de chegar aos leitores do jornal e aos telespectadores da Globo Minas devido a esta ação. Mas uma notícia dessas, de âmbito nacional, com o envolvimento direto do senador, com grande repercussão em toda a mídia serrista... sinceramente, esperava um mínimo de bom senso do EM e a publicação, mesmo que em nota, do ocorrido. A omissão foi além do esperado. A cumplicidade cega do veículo superou as expectativas do mais crente ou do mais cético. O que vimos hoje no EM, ou melhor, o que não vimos, é algo de magnitude golpista. Nem os cegos podem se refutar a não ver o que tão claramente se expõe a todo crítico do comércio de informações oficiais que é nossa mídia vendida.

Alguém pode até questionar sobre a contundência do fato. Mais um que perdeu a carteira. Displicência, desprezo pela legislação, sentimento de impunidade, consumo de álcool ao volante, etc., etc. Quantas pessoas não fazem o mesmo diariamente? OK! Mas é hábito da grande mídia podre notificar o preço da manicure da noiva do príncipe lá do outro lado do hemisfério! Notifica-se aqui que fulana de tal, atriz global, saiu pra passear com o cachorro! Deputado fulano usou uma meia de uma cor e outra de outra cor! Alardeia-se que Serra fora duramente agredido por maníacos petistas com uma mortífera bolinha de papel! Como não notificar que uma figura notável, destaque da oposição numa das maiores instituições do Brasil, o Senado Federal, dias após apresentar-se no plenário como o estandarte da moral e dos bons costumes é pego no RJ fazendo o que fez? Se isso não for notícia, eu não sei o que é.

Quem é assinante do EM, como eu, sabe a prática do impresso em superestimar os raros feitos positivos de Aécio, demonizar quem se insurge contra (como os professores do estado, em greve há pouco e sem voz no jornal) e subestimar as mazelas feitas pelo príncipe de Tancredo.

Pode-se esperar tudo de Aécio Neves e da mídia oficial que o acompanha com fidelidade canina.

Isso sim, é uma vergonha.
POR :MÁRCIO BATISTA

terça-feira, 12 de abril de 2011

Comissão da Reforma Política discute financiamento de campanha

12/4/2011 6:36, Por Agência Câmara

A Comissão Especial da Reforma Política se reúne nesta tarde para debater financiamento de campanha. A reunião será realizada às 14h30, no plenário 2.

O relator da comissão, deputado Henrique Fontana (PT-RS), já se manifestou a favor do financiamento público. Segundo ele, essa modalidade de financiamento permitirá que pessoas sem acesso a recursos financeiros participem das disputas.

Modelos de financiamento
O modelo de financiamento público exclusivo proibiria totalmente os partidos de receber doações de pessoa física ou jurídica, seja em dinheiro ou por meio de publicidade. Os críticos do financiamento público avaliam, no entanto, que esse sistema incentivaria o uso de dinheiro ilegal (caixa dois), pois os recursos disponíveis legalmente seriam escassos.

Atualmente, os partidos e candidatos podem receber contribuições de eleitores e de empresas. Além disso, recebem recursos do Fundo Partidário, que é financiado pelo Orçamento da União e pela arrecadação com multas eleitorais.

Outra proposta a ser analisada pela comissão se refere ao financiamento público exclusivo apenas para as eleições do Executivo. Também será discutida a possibilidade de financiamento misto, com recursos públicos e privados controlados.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Lei do PisoSalarial dos Professores é constitucional, na íntegra


Após 6 horas de julgamento, STF confirma: Lei do Piso é constitucional, na íntegra.

Hoje foi um dia histórico para a educação pública brasileira. Por 7 a 2 ficou decretado que todos os estados e municípios deverão cumprir integralmente a Lei do Piso Salarial dos Professores. A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4167, que contesta a Lei do Piso (11.738/08), impetrada por governadores de cinco estados foi votada hoje (06) no Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamento que durou cerca de seis horas.



No Plenário 100 pessoas assistiram ao julgamento. Do lado de fora, aproximadamente 500 educadores assistiram, em telão instalado pela CNTE, ao voto de cada ministro.


“Este é o primeiro passo para a valorização dos educadores e resgate da profissão
que tem sido tão injustiçada durante anos”, afirmou o presidente da CNTE, Roberto Franklin de Leão.

Após advogados terem discursado a favor e contra a Ação, o ministro Relator Joaquim Barbosa proferiu voto e considerou a ADI 4.167 improcedente. Seguiram com o relator os ministros Luis Fux, Ricardo Lewandowski, Celso Melo e Aires Brito. Em favor dos governadores “traidores da educação pública” foram os ministros Gilmar Mendes e Marco Aurélio. As ministras Ellen Gracie e Carmen Lúcia votaram pela improcedência parcial da Ação.



A cada voto proferido pelos ministros a reação dos educadores que se concentravam na Praça dos Três Poderes era grande. Vaias, aplausos, gritos afirmando que “Piso é Lei” podiam ser ouvidos por quem passava no local. Ao fim do julgamento, o presidente da CNTE se dirigiu às centenas de educadores que permaneciam na Praça dos Três Poderes e comemorou com eles a vitória. “Foi um julgamento muito emocionante. A gente revê toda a luta e vê que valeu à pena. O STF foi sensível ao nosso clamor e esta é uma vitória de todos os educadores e daqueles que lutam por uma educação pública de qualidade”, comemorou Leão ao final do julgamento. (CNTE, 06/04/11)

Educadores de todo país!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Vereadores de Ipatinga torram verba em viagens

Cidades litorâneas foram os destinos mais visitados pelos parlamentares
Enquanto Ipatinga sofre com a instabilidade política que assola o município desde 2008, os vereadores torram o dinheiro público em viagens por todo o país. A Câmara gastou mais de R$ 330 mil em diárias de viagens no ano passado. As cidades litorâneas foram os destinos mais visitados pelos parlamentares. Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ), Vitória (ES), Aracaju (SE) e Salvador (BA) estão entre as preferidas.

Algumas viagens foram realizadas em janeiro, julho e dezembro, meses de alta temporada nestas cidades, quando os parlamentares chegaram a ficar uma semana fora do município. Os dados estão disponíveis no site da Casa. No domingo o "Hoje em Dia" mostrou que o clima de insegurança política atrapalha o pleno desenvolvimento da cidade.

O campeão de gastos com viagens é o vereador Saulo Manoel (PT), que viajou por 11 vezes durante 2010. O destino mais visitado foi Brasília: dez viagens. Nos meses de maio e junho ele foi à capital federal por duas vezes, sendo que em junho ele chegou a Brasília na sexta-feira, dia 19, e permaneceu até o dia 23, uma quarta-feira. As 11 viagens custaram aos cofres públicos R$ 65.886,74.

O petista argumenta que vai muito a Brasília para participar de palestras e cursos no Ministério das Cidades. "Sou muito ligado às lutas urbanas. As viagens que faço não são àquelas de seminários de vereadores", justifica.

O segundo no ranking é o presidente da Câmara, Nardyello Rocha (PMDB), que teve gastos de R$ 40.841,04 para fazer 15 viagens no ano passado. Mais da metade deste valor foi destinado para deslocamentos para cidades litorâneas como Salvador, Vitória e Rio de Janeiro. No início de 2010, o parlamentar permaneceu de 31 de janeiro, um domingo, até o dia 6 de fevereiro, sábado, em Fortaleza (CE), ganhando entre passagens e diárias R$ 5.521,74. O vereador também passou uma semana em Salvador no mês de novembro.

Rocha diz que as participações em eventos foram "fundamentais" para sua produção legislativa. "Sou o primeiro em número de projetos de lei aprovados na cidade. Atribuo isso ao conhecimento adquirido nos seminários", explica o presidente da Câmara. O vereador diz ainda que todos esses eventos (voltados para vereadores e prefeitos) acontecem em capitais do Nordeste ou do Sul do país.

O vereador Roberto Carlos Muniz (PV), ficou em terceiro lugar, com gastos de R$ 27.827,94. Foram 11 viagens, sendo que em seis oportunidades ele viajou a BH. Mas o destino que mais agradou Muniz foi Porto Alegre, onde ele esteve por três vezes, totalizando 15 dias corridos na capital gaúcha. "Viajei atrás de vitórias para o nosso município", justifica o parlamentar.

Neste ano, os vereadores já gastaram mais em diárias do que no mesmo período de 2010. Em janeiro e fevereiro do ano passado, a Câmara gastou cerca de R$ 16 mil em diária. Neste ano, no mesmo período, já empenhou mais R$ 80 mil.
FONTE:JORNAL HOJE EM DIA

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O aniversário do golpe da mentira


Tal como a invasão norte-americana no Iraque, o golpe militar de 1964 se baseou em mentiras. Às jamais encontradas armas de destruição em massa de Saddam Hussein correspondeu uma suposta “comunização” em marcha no Brasil, com a iminência da “dissolução da família”, do “fim da propriedade privada”, da “subversão da lei e da ordem” e de outras balelas do gênero. Além das senhoras da Camde (Campanha da Mulher pela Democracia) e da classe média alienada que conseguiram mobilizar com as suas “Marchas da Família com Deus pela Liberdade”, muita gente acreditou, e alguns, uma vez “salva a pátria”, chegaram mesmo a doar “ouro para o bem do Brasil”.

Como um companheiro de turma de rua em Copacabana, que, aos quase 30 anos, passava os dias jogando frescobol e pegando ondas e mulheres na areia, sem nunca ter-se preocupado com trabalho ou política. Daí o meu espanto ao reencontrá-lo, lívido, na tarde de 31 de março, em disparada para o Palácio Guanabara, onde iria defender o governador Carlos Lacerda das “hordas vermelhas”. E ele explicou: “se os comunistas tomarem o poder, vão cobrar ingresso na praia”.

As marchadeiras foram tão inocentes úteis quanto muitos militares, que apenas seguiram o rebanho, para não destoar e não chamar atenção. O corporativismo, uma das pragas nacionais, fez o resto. E as nossas Forças Armadas, ao invés de celebrarem os seus feitos, como, por exemplo, o extraordinário papel que desempenham, apesar das carências de todo o tipo, na Amazônia, passaram décadas comemorando, anualmente, um momento infeliz da sua história, em que se deixaram manipular pelas elites mais reacionárias. Pura arrogância e despreparo para a autocrítica, pois, afinal, as instituições, como os indivíduos, colecionam erros e acertos em suas trajetórias. A Igreja Católica, com a sua secular sabedoria política, nem quer lembrar da Inquisição, assim como qualquer boêmio procura esquecer a noite em que bebeu mal, e a garotada de hoje, os momentos em que “pagou mico”.

O golpe se consumou em 1º de abril, “dia da mentira” – que, como se sabe, tem pernas curtas -, para frustração dos que resolveram batizá-lo de “Revolução de 31 de Março”. No caso, nem foram tão curtas, mas, 45 anos depois, já não há quem se disponha a movê-las para recordar o nefasto acontecimento, um retrocesso na nossa caminhada, como nação, para a democracia; nem, excetuado o ex-ministro Jarbas Passarinho, quem se proponha a justificá-lo e defendê-lo abertamente. Cada vez mais raros são os “revolucionários” de abril ainda assumidos: virou problema no currículo.

Não há mesmo o que defender. Inaugurada com brutal violação da ordem constitucional, a ditadura foi uma sucessão de desatinos de usurpadores, que, tirante o combate ao comunismo e a submissão às ordens dos EUA – imediatamente explicitada com o rompimento das relações diplomáticas com Cuba e a derrogação da lei que limitava a remessa de lucros ao exterior -, não tinham sequer um projeto para o país. Um golpe contra a democracia, contra as reformas de base do presidente João Goulart, contra a ascensão social das massas, contra a política externa independente e contra o debate nacional em que o Brasil se encontrava empenhado no início dos anos 60 não podia ser uma revolução, como a objetividade do presidente Geisel reconheceria com atraso.
Patrocinado por interesses estrangeiros, com o governo norte-americano lhe assegurando apoio, inclusive com o eventual suprimento de combustíveis pela Esso, se houvesse resistência, o golpe só deixou alguma saudade entre veteranos de clubes militares. Da ditadura que engendrou, o que restou de melhor, depois de 20 anos, 11 meses e 15 dias de violência e desmandos, foi a valorosa geração que se formou na luta pela sua derrubada. Como o reitor da PUC-RJ, padre Jesus Hortal, acaba de salientar, em entrevista ao Jornal do Brasil, os anos 70 “foram a melhor fase da igreja brasileira, combativa na luta pela democracia e pelo fim do regime instaurado em 1964”.

Por tudo isso, é chegada a hora de as Forças Armadas agirem como instituições nacionais permanentes do Estado, não mais como corporações à parte, também no caso dos arquivos da repressão, liberando-os, para que tantas famílias possam encontrar os seus mortos; e eu consiga, afinal, entender porque, em 1966, aos 26 anos, me tornei o mais jovem brasileiro com direitos políticos suspensos. Na própria redação do Correio da Manhã, o Antonio Callado, o Edmundo Moniz e outros tinham muito mais tempo de serviço e luta pela democracia, a ponto de Callado, sentindo-se preterido pela minha punição, ter escrito um sarcástico artigo de protesto, em que só faltou reivindicar para si a láurea que também o ornaria adiante, logo após o AI-5.

Os militares hoje na ativa nada tiveram a ver com o golpe e com o comando da ditadura que se seguiu. Não é justo constrangê-los a compartilhar, em nome de errônea e falsa interpretação de camaradagem de caserna, os erros e crimes – muitos deles contra a humanidade, imprescritíveis, como a tortura – de antecessores. O entulho autoritário tem que ser retirado de todos os nichos em que ainda é escondido e surrupiado ao conhecimento público e das próprias instâncias superiores, para a devida reciclagem, pois é parte, queiramos ou não, da nossa história. Mantê-lo sob censura, a estas alturas, é apenas mais um ato de violação, do direito à verdade e à memória nacional.

POR: Arthur Poerner