sábado, 28 de janeiro de 2012

Arapongagem na USP: “Isso só acontece em estado de exceção”, diz Benevides


Para a socióloga e professora titular da USP, Maria Victoria Benevides, é inadmissível perseguição política na universidade

A edição de janeiro da revista Fórum trouxe uma denúncia sobre um esquema de arapongagem estruturado para investigar professores, movimentos estudantis e trabalhadores na USP. Para a socióloga e professora titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, Maria Victoria Benevides, o sistema de espionagem fere o espaço estudantil e só faria sentido em um contexto de estado de exceção. “Uma das principais características de uma situação de democracia efetiva é a transparência nas atividades que envolvem qualquer tipo de poder, uso de recurso público, regimentos, regras, punições. É absolutamente inadmissível que haja controle secreto numa universidade. Uma universidade não é espaço para espionagem. Isso só faz sentido numa situação militar ou semelhante, em estado de exceção, ou quando envolve questões que dizem respeito à segurança nacional”, diz. Para ela, “se no plano político a transparência é absolutamente indispensável, em um regime democrático, numa universidade, é mais ainda, pois se trata de um território livre, de reflexão, de pensamento livre e não há o menor sentido em existir arapongagem”.

A professora comenta também que não compreende como a universidade não se manifesta diante da tamanha gravidade que traz a denúncia da reportagem. “Me espanta profundamente a falta de posição mais democrática dos órgãos da USP, das autoridades competentes da universidade. Eu me aposento neste semestre, estou afastada das atividades da universidade, mas, pelo que sei de colegas e pelo que recebo pela internet de informação, fico indignada de ver que eles não se manifestam, nem que seja para negar”, critica a professora. “E, se negar, que neguem de maneira convincente, dando contraprovas para essa matéria. Essa é uma falha muito grande das autoridades”, complementa.

Ainda a respeito dos órgãos da universidade, Benevides salienta que é afiliada à Adusp (Associação dos Docentes da Universidade de São Paulo) e que levará em conta a posição da associação sobre a matéria. “É importante ressaltar isso, pois é o órgão que representa a comunidade docente e ao qual eu sou afiliada”.

Sobre o caso de agressão ao estudante, Benevides acredita que houve abuso de poder e que situações como essa e perseguições políticas devem ser investigadas. “Deve existir o direito de expressão, de opinião, respeito às divergências. Eu, que sou uma pessoa democrática, defendo os direitos humanos e o reconhecimento dos posicionamentos políticos divergentes. Não defendo e nem defenderei o vandalismo de aluno, mas muitíssimo menos a violência de autoridades dentro da universidade. Não se pode criminalizar movimentos, opiniões de alunos, professores ou funcionários. Deve ser criminalizado o que faz parte da criminalidade comum. Por exemplo, a agressão contra o estudante negro, que foi divulgada na internet e na imprensa, é um abuso grave da autoridade dentro da universidade e deve haver punição, sem dúvidas” conclui.

Por Sâmia Gabriela Teixeira

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

2,60 NÃO


Na cidade de Ipatinga localizada no Vale do Aço leste de MG no domingo(22-01-2012) passado teve mais um aumento em sua passagem no ônibus urbano. Até ai tudo normal pois as coisas estão aumentando de preço no Brasil no começo do ano. Mas o problema foi a forma que o aumento foi conduzido, enquanto em outras cidades os aumentos foram de 4% como em Recife, em Ipatinga o aumento foi de 8% autorizado pela prefeitura. Em Recife ouve protesto da sociedade em especial da classe estudantil e como sempre a polícia com seu legado da ditadura chega e desse o cacete em todo mundo e a mídia direitista distorce a situação colocando as pessoas que fazem o protesto como baderneiros e os errados da situação atrapalhando a moral o bom costume a "Ordem e o Progresso" positivista do nosso país.

Mas em Ipatinga tudo está na calmaria, nossa isso a principio é perfeito mas na verdade não é. Muito pelo contrário. Pois a população ipatinguense é totalmente apática, manipulada por uma Usina que manda e desmanda na cidade, (há de ressaltar que os horários de ônibus e comércio funciona de acordo com os horários de entrada e saída dos "peões" da usina e quem não se adaptar nesse clico que se ferre) pois esta é a geradora de lucros para a cidade e a prefeitura com seu atual prefeito também é mais uma marionete do sistema USIMINAS e de seu padrinho político que todos os moradores de Ipatinga sabem quem é.

Lembro de um protesto que fizemos na inauguração do "Restaurante Popular" de Ipatinga no dia 10/08/2007 e na ocasião a passagem passaria de 1,80 para 2 reais. Entrego alguns panfletos de protesto contra o aumento para um jovem e ele fala: "Problema é de vocês pois meu pai acabou de me dar um carro zero e nem de ônibus eu ando e nunca andei". Confesso que fiquei irritado com este jovem por suas palavras deferidas em minha direção. Mais calmo continuei entregando os panfletos tentando conscientizar as pessoas para juntar se a nós no protesto para retornar a passagem para 1,80. Em vão foram minhas palavras pois ouvi de uma outra pessoa as seguintes palavras:" A nem ligo para o aumento, quem paga a passagem é meu patrão mesmo". Confesso que aquelas palavras caíram como uma bomba em cima de mim e me desanimou um pouco. o Mais interessante foi ver a banda da polícia militar toda imponente em suas vestimentas e instrumentos tocando algumas músicas do Chico Buarque, Geraldo Vandré entre outros e o povo achando bonito aquilo. Sei la viu isso é de se espantar a falta de conhecimento das pessoas, uma banda militar tocando músicas que na época que foram feitas as letras eram contra a polícia, isso é demais para minha cabeça.
O ipatinguense é muito ingênuo ou muito burro para ficar calado e nada reclamar, pois o sonho da maioria é entrar na usina ganhar seu salário miserável casar e ter sua "família linda" submetidos ao silêncio, como muitos são sobre o massacre de 7 de outubro de 1964 que é mal esclarecido até os dias de hoje.

Até as instituições superiores da região do Vale do Aço é voltada para o mercado industrial e outros cursos estão acabando como no caso o de História na UNILESTE no qual eu estudava,a turma que fazia parte irá formar neste ano de 2012 e possivelmente será a última de História. O curso de Filosofia e Geografia já acabaram e os cursos que sobrevivem são os de Engenharias.

É muito triste ver essas coisas acontecendo. Somos submetidos a um aumento abusivo e ninguém faz nada para mudar. Não podemos ficar omissos e calados sobre essa situação. Até quando deixaremos isso acontecer? Temos que dar um basta. Temos que nos organizar, lutar pelos nossos direitos reclamar das situações abusivas. Em Varginha sul de MG também teve aumento da passagem de ônibus mas diferente de Ipatinga haverá um protesto contra o aumento para R$2,50.A sociedade e estudantes do Campus Varginha da UNIFAL MG e também dos outros dois campus Alfenas e Poços de Caldas participaram do protesto. O DCE Leão de Faria da UNIFAL MG na cidade de Varginha, Alfenas e Poços de Caldas luta pelo meio passe estudantil coisa que não existe nestas cidades.

E em Ipatinga como fica? Tem o meio passe mas os estudantes o que fazem? Nada, são outros manipuláveis pois assim que saem do primário tem a oportunidade de fazer o SENAI e entrar na usina ou fazer um curso técnico em alguma área industrial e também entrar na mesma.

O descaso da administração pública atual reflete nesta situação. Ficamos pouco tempo dentro de um ônibus municipal e pagamos caro. E para piorar ruas cheias de buracos, lixos e entulhos espalhados por toda Ipatinga.

Em outubro próximo haverá eleição, vamos pensar bem em que votaram. Para que não volte a repetir o descaso público. Que o Poder Executivo vete estes aumentos abusivos.

POR: Ohiama Aires- Historiador graduando UNIFAL MG

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Anonymous ataca sites do governo dos EUA após fechamento do Megaupload


Em represália ao fechamento do Megaupload, um dos dos maiores sites de compartilhamento de arquivos do mundo, e à prisão de dois responsáveis pelo site na Nova Zelândia pelo FBI, o grupo de hackers Anonymous derrubou os sites de FBI, Copyright Office, Departamento de Justiça dos EUA, Warner Music, Universal Music, Recording Industry Association of America, entre outros.

O anúncio foi feito nas páginas do grupo no Twitter (@anonops e @youranonews), por volta das 19h desta quinta-feira (19/01). "O Governo derruba o #Megaupload? 15 minutos depois o #Anonymous derruba os sites do governo e das gravadoras", diz um dos tuítes. "Vocês deviam ter previsto", afirmaram em outro post.

O grupo também afirmou que a operação em curso, chamada de #OpMegaupload ou #OpPayback, é "o maior ataque já feito alguma vez pelo Anonymous", com 5.635 participantes. Os hacktivistas estariam usando “LOIC”, um programa de código aberto utilizado para ataques de negação de serviço DDoS. Instalado em milhares de máquinas, o LOIC dispara um grande número de requisições para o mesmo endereço. Isso causa uma sobrecarga no servidor e leva à queda do site.
As autoridades norte-americanas acusam o Megaupload de fazer parte de "uma organização criminosa responsável por uma enorme rede de pirataria na informática mundial" que causou mais de US$ 500 milhões em danos aos donos de direitos autorais.
O FBI afirmou que a operação encerrada nesta quinta não tem conexão com o projeto de lei antipirataria promovido pelo Congresso dos Estados Unidos e que provocou o "blecaute" ontem de várias páginas em sinal de protesto.

FONTE: http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/19296/anonymous+ataca+sites+do+governo+dos+eua+apos+fechamento+do+megaupload.shtml

SOPA e PIPA violam direitos humanos, diz criador da web


Tim Berners-Lee, o inventor da World Wide Web (www), é mais um dos grandes nomes que se opõem às propostas de lei americanas de combate à pirataria e à violação de direitos autorais. Durante conferência da IBM, Lee chamou o Stop Online Piracy Act (SOPA) e o Protect IP Act (PIPA) de projetos antidemocráticos que desrespeitam os direitos humanos, segundo o Business Insider.

“Se você está nos Estados Unidos, você deveria se mover, ligar para alguém ou mandar um email para protestar contra esses projetos, porque eles não foram elaborados para respeitar os direitos humanos, como seria apropriado em um país democrático”, disse Lee. Ele alerta os americanos para a necessidade de se expressarem em relação às propostas antes que elas sejam validadas.

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SOPA é uma lei mal pensada, diz Mark Zuckerberg
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A política e comissária europeia para a Agenda Digital, Neelie Kroes, também se manifestou no Twitter: “Feliz que a maré está virando contra a SOPA: não precisamos de leis ruins quando deveríamos estar resguardando os benefícios de uma internet aberta”. Segundo o BI, foi um comentário aberto incomum, o que mostra a crescente resistência em torno dos projetos de lei.

Caso sejam sancionadas, as leis SOPA e PIPA darão ao governo americano o direito de fechar sites de compartilhamento de conteúdo pirata baseados no exterior, como o Pirate Bay. Assim, criaria-se uma lista negra de foras-da-lei e de sites que, porventura, têm algum tipo de vínculo com eles.

A polêmica vai longe. Provedores de acessos poderiam ser ordenados pela corte americana a bloquear o acesso aos sites piratas estrangeiros, e buscadores, como o Google, seriam ordenados a desabilitar os links dos sites no resultado da busca.

No dia 18, a versão em inglês da Wikipedia ficou apagada por 24 horas, em protesto contra os projetos de lei. Várias manifestações ocorreram em outro sites e nas ruas. O Google, por meio da página Google.com/takeaction, convida seus usuários a assinar uma petição online.

POR:Nayara Fraga
FONTE: http://blogs.estadao.com.br/radar-tecnologico/2012/01/20/sopa-e-pipa-violam-direitos-humanos-diz-criador-da-web/

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Servidores continuam no escuro quanto a reajuste


IPATINGA - Depois de deixar o funcionalismo público na expectativa por mais de uma semana, a Prefeitura de Ipatinga adiou novamente a oferta de uma contraposta ao Sindicato dos Servidores Públicos de Ipatinga (Sintserpi).
Os representantes da categoria estiveram no final da tarde ontem (17) reunidos com os secretários de Administração e Fazenda, que alegaram ainda não ter condições para apresentar um reajuste ao funcionalismo público por falta de receita.
A presidente do sindicato, Elenir de Lima, lamentou que a reunião de terça-feira tenha terminado com a Administração Municipal pedindo novo prazo para analisar as contas públicas. "Mais uma vez, os trabalhadores vão ter seus salários defasados em relação ao salário mínimo. Os auxiliares de serviços, vigilantes e demais integrantes da primeira grade vão perder com a falta de posicionamento do governo", falou.
Os números de comprometimento da folha de pagamento apresentados pelos representantes da Prefeitura divergem dos que foram encontrados pela assessoria contábil contratada pelo Sintserp.
De um lado, a Prefeitura alega que seu teto com folha de pagamento chegou a 49,76%, percentual superior ao permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LFR). Do outro lado, economistas contratados pelo sindicato encontraram um comprometimento de apenas 43,42%.

PAUTA
O índice de reajuste pedido pelo sindicato foi 19,2% para repor as perdas salariais dos servidores públicos. As reivindicações feitas começam com a exigência de um salário base de R$ 750, independentemente da função e a carga horária de trabalho e auxílioalimentação de R$ 200, além de isonomia nos salários dos técnicos de enfermagem, motoristas e vigilantes.
Para os trabalhadores, também foi requerida a regularização no fornecimento de uniforme, atendendo aos setores que reivindicarem a vestimenta. A Administração Municipal deve observar a quantidade compatível com a jornada de trabalho do servidor.

COMISSÃO
O Sintserpi também reivindicou a instalação de uma mesa de negociação permanente do Sistema Único de Saúde no município de Ipatinga, objetivando estabelecer um fórum de debates entre empregadores e trabalhadores do SUS, discutindo a estrutura administrativa do sistema e tratar conflitos e demandas decorrentes das relações funcionais dos profissionais.

FONTE:Diário Popular (18/01/2012)

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Reitor sem noção (do ridículo) é homenageado por Veja


Quem acessa o site da USP desde o dia 3 de janeiro dá de cara com esta manchete.



Em nada surpreende a homenagem, dada a notória afinidade entre o reitor e a dita revista, tão notória que não me darei ao trabalho de falar sobre.

Ocorre que dessa vez Veja inovou. Além das mentiras de sempre, a matéria estampa no título uma caracterização no mínimo inusitada do reitor, que não podemos deixar passar em branco: “João Grandino Rodas, o xerifão da USP”.

Xerifão?!

Por mais fortes que sejam os laços de camaradagem entre o reitor e a revista Veja, dessa vez a famiglia Civita exagerou. Afinal, trata-se do reitor da USP. Diz o protocolo que o tratamento a sua magnificência exige compostura.

Um reitor da USP, presume-se, deveria ser reconhecido publicamente como “acadêmico”, “cientista”, “intelectual”, “mestre”… no minimo como “administrador” ou “dirigente” e pronto, mas nunca com o rótulo de “xerifão”.

É o suprassumo do ridículo, de fazer Armando Salles de Oliveira revirar-se no túmulo. E, reparem: nem pra ser só “xerife”. Veja quis vulgarizar mesmo: é “xerifão”, no aumentativo!

Era de se esperar, portanto, que Rodas solicitasse da revista Veja no mínimo um pedido de desculpas. Mas Rodas não o fez. Não só não o fez, como determinou que a matéria publicada na Veja fosse para o site institucional da USP!

Ora, não posso tirar daí outra conclusão senão que o reitor gostou da patente de “xerifão”. Aliás, não surpreenderia se, tendo sido consultado previamente, ele próprio tenha sugerido o triste apelido.

Rodas perdeu de vez a noção do ridículo.

Mas, pensando bem… “acadêmico” e “intelectual” que nada. Afinal, acaso Rodas foi nomeado reitor por algum mérito acadêmico ou intelectual? Em verdade, Serra o nomeou reitor justamente porque, para o PSDB, a USP precisava de um “xerifão”.

Rodas foi nomeado reitor para ser o “xerifão” da USP. E, examinando de perto suas atitudes e métodos como reitor, é exatamente isso o que ele está sendo. Não há nada em sua gestão que o habilite a ser reconhecido como “acadêmico”, “intelecutal” etc.

Muitíssimo adequada a homenagem!

POR:Antônio David – mestrando em filosofia na FFLCH
FONTE:http://www.viomundo.com.br/humor/antonio-david-reitor-sem-nocao-do-ridiculo-e-homenageado-por-veja.html

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Prefeito de Ipatinga alega pobreza para não pagar perícia


Robson Gomes não vai desembolsar R$ 70 mil para pagar perícia documentoscópica em papéis da CPI


PATINGA - O prefeito Robson Gomes (PPS) informou na tarde de ontem (11) que não vai arcar com as despesas de uma perícia documentoscópica que ele mesmo solicitou à Câmara Municipal de Ipatinga.
Os advogados dele afirmaram, em petição protocolada na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga o contrato da Administração Municipal com a empresa Urbis, que o chefe do Executivo é 'hipossuficiente', ou seja, não tem condições financeiras para pagar pelo serviço orçado em cerca de R$ 70 mil.
A perícia em 641 documentos foi requisitada para comprovar sua autenticidade. Só que os documentos que seriam periciados foram fornecidos pela própria Prefeitura e pela empresa investigada.
De acordo com o vereador Nilson Lucas (PMDB), vice-presidente da comissão, todos os pedidos do prefeito têm sido examinados para garantir seu direito à ampla defesa. "Deferimos o pedido feito por ele, mas com o ônus para o requerente, neste caso o prefeito. Ele teve prazo para se manifestar se iria ou não pagar a perícia que ele mesmo pediu, que inclusive venceu ontem", explicou.

ORÇAMENTOS
O parlamentar explicou que foram feitos três orçamentos para a execução do serviço, como já acontece de praxe nas contratações da Casa. Na consulta de preços, três empresas de Belo Horizonte foram cotadas. Os custos apurados foram de R$ 103 mil, R$ 98 mil e a mais em conta, R$ 78 mil.
Em uma negociação com a empresa que forneceu o menor preço, os técnicos da CPI conseguiram ainda uma redução de R$ 8 mil no orçamento fornecido. Mesmo assim o prefeito achou caro o serviço.
"Optamos por empresas da capital para manter a imparcialidade, por isso não pedimos orçamento a nenhum empresa da região. É importante ressaltar que quem determinou esses preços não foi a Câmara, os honorários do serviço são cobrados pelo perito, ele que impõe o preço", explicou Nilsinho.

PERÍCIA CONTÁBIL
No documento enviado pelos advogados do prefeito Robson, foi informado ainda o nome do técnico que vai acompanhar os trabalhos da perícia contábil contratada pela CPI.
"Essa investigação contábil é fundamental, pois vai ser analisado se o contrato com a Urbis gerou algum proveito para a Prefeitura. O relatório do perito vai servir de prova para as conclusões finais da nossa investigação e validar o relatório final a ser produzido", informou.

FONTE: Jornal Diário Popular (12/01/2012)

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ipatinga perde recursos da Universidade Estadual

IPATINGA - O sonho de uma universidade pública em Ipatinga é mais um dos projetos anunciados pelo prefeito Robson Gomes (PPS) que não saiu do papel. Assim como aconteceu com o projeto de construção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Canaã, casas populares e outras promessas não cumpridas.
A verba de R$ 5 milhões destinada pelo governo estadual foi capitaneada pela deputada estadual Rosângela Reis (PV), que estava junto com o prefeito no dia 28 de abril do ano passado, quando Robson anunciou a construção do campus da Universidade Estadual de Minas Gerais. Além de dar seu aval ao projeto, Robson disse que viabilizaria todos os estudos necessários e garantiu que o recurso seria revertido para o bem da comunidade estudantil.

CAMPUS
Dois terrenos foram cogitados para receber o campus: um seria a área em frente ao aeroporto da Usiminas; o outro fica próximo ao Clube da Usipa, na saída para Coronel Fabriciano.
O deputado e atual secretário de Gestão Metropolitana, Alexandre Silveira (PSD), também estava presente no momento em que foi prometida a construção do campus da universidade. "Tudo irá depender das análises futuras que nós iremos fazer pare receber este empreendimento", explicou à época. O secretário de Gestão Metropolitana ressaltou a importância da unidade política que foi construída em torno do projeto. E ainda ressaltou os benefícios que a união de forças trariam para a cidade.
"Este é um momento histórico para nossa cidade. Graças ao empenho de todos, nós teremos a condição de investir em um projeto de alcance regional para a melhoria da qualidade da mão-de-obra e para a promoção de oportunidades para milhares de pessoas que almejam um futuro melhor", discursou Silveira.
O montante poderia ser aplicado de acordo com as necessidades de cada município. O prazo máximo para execução do orçamento era o final de 2010. E foi isso que acabou acontecendo. Conforme o convênio, o governo do Estado destinaria R$ 5 milhões para a construção do campus da UEMG. Entretanto, apenas R$ 1,5 milhão foi depositado na conta da Prefeitura. Mesmo assim, este recurso foi investido em outras obras, segundo informações da PMI prestadas no primeiro semestre deste ano.

ACORDO ROMPIDO
Em nota enviada à reportagem do Diário Popular, a deputada estadual Rosângela Reis (PV) disse que a implantação da Uemg fazia parte do acordo para apoiar o atual prefeito nas últimas eleições. "Necessitávamos de uma articulação com o governo do Estado para que fechássemos uma parceria com a Prefeitura para o funcionamento da universidade pública. Infelizmente, houve uma acomodação do governo municipal, que não fez nada após isso. Não acredito que a administração municipal vá tomar alguma providência [para implementar o projeto da Uemg]", declarou a parlamentar.

FONTE: Jornal Diário Popular (03-01-2012)

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

28 dados que mostram a força de Cuba, mas propositalmente dispensados pela imprensa hegemônica


Como já dissera o escritor e jornalista uruguaio, Eduardo Galeano, quando se trata de Cuba, a grande imprensa, “aplica uma lupa enorme que amplia tudo o que ocorre, sempre que há interesses dos inimigos, chamando a atenção para o que acontece na Revolução, enquanto a lupa distrai e deixa de mostrar outras coisas importantes”.

Entre essas coisas importantes, que não são apontadas pelas lupas, chamo a atenção para 28 dados, que mostram a força de Cuba, na véspera de seu aniversário de 53 anos.

1) 8.913.000 de cubanos participaram da discussão do Projeto de Diretrizes para a Política Econômica e Social do Partido e da Revolução, debate prévio ao 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba.

2) Foram registrados mais de 3 milhões de intervenções populares.

3) 68% das diretrizes foram reformuladas após a discussão com o povo cubano.

4) 313 diretrizes da Política Econômica e Social do Partido e da Revolução foram adotadas no 6º Congresso do Partido Comunista de Cuba.

5) Na linha definida pelo povo cubano para atualização do modelo econômico, até agora, entraram em vigor.

6) 7 decretos-leis do Conselho de Estado.

7) 3 decretos do Conselho de Ministros.

8) 66 resoluções e instruções de ministros e chefes de instituições nacionais.

9) O governo cubano destinará, em subsídios, mais de 800 milhões de pesos para pessoas de baixa renda, como parte da Lei do Orçamento para 2012.

10) O governo cubano vai destinar mais de 17 milhões de pesos para a saúde, a educação e outras necessidades sociais, no orçamento para 2012.

11) No orçamento de 2012, serão alocados 400 milhões de pesos para proteger as pessoas em situação financeira crítica, incluindo pessoas com deficiências e consideradas disponíveis no processo de reestruturação do trabalho.

12) O orçamento do Estado encerrou o ano com um déficit estimado de 3,8% em relação ao Produto Interno Bruto, cumprindo o limite aprovado pela Assembleia Nacional, na Lei do Orçamento de 2011.

13) Produto Interno Bruto cresceu 2,7%, em 2011.

14) No final de 2011, a produtividade de todos os empregados na economia cresceu 2,8%.

15) Mais de 357 mil cubanos exercem o trabalho por conta própria.

16) 33 medidas foram aprovadas pelo Conselho de Ministros e entraram em vigor, em setembro passado, para continuar a facilitar o trabalho por conta própria.

17) Mais de 2,5 milhões de turistas visitaram a Cuba em 2011.

18) Foram produzidos 4 milhões de toneladas de petróleo e gás em 2011.

19) A taxa de mortalidade infantil em Cuba é inferior a 5 por mil nascidos vivos.

20) A expectativa de vida é de 78 anos.

21) 186 países condenaram os EUA pelo bloqueio genocida contra Cuba, durante a Assembleia Geral da ONU, em outubro passado.

22) Cuba ficou em segundo lugar nos Jogos Pan-Americanos Guadalajara, com 58 medalhas de ouro.

23) O Conselho de Estado da República de Cuba concordou em indultar mais de 2.900 presos.

24) Cuba ocupa a 51ª posição, no Relatório de Desenvolvimento Humano da ONU, com um alto desenvolvimento humano.

25) Em 14 de dezembro marcou o primeiro aniversário da primeira rede social de conteúdo digital cubano, EcuRed, com cerca de 80 mil artigos e verbetes.

26) Mais de 40 mil cubanos estão em missões de solidariedade por mais de 70 países.

27) Mais de 3 milhões de pessoas foram alfabetizados pelo método “Yo, si puedo”, depois de ser aplicado em quase três dezenas de países ao redor do mundo.

28) Com o início do ano letivo 2011–2012, em 5 de setembro, abriram suas portas mais de 60 universidades na Ilha, com cerca de 500 mil alunos matriculados.

POR:Omar Pérez Solomon. Tradução: Robson Luiz Ceron. Solídários & Síntese Cubana
FONTE:http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/12/28-dados-sobre-cuba-ignorados-pelo.html

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Xamãs: da perseguição à tolerância religiosa


Missionários católicos e evangélicos reprimiram, durante quase 300 anos, os rituais de cura dos pajés do Alto Rio Negro

A história religiosa recente do povo baniwa é marcada por episódios de violência, terror e resistência. Desde o início do contato com os “brancos”, em meados do século XVIII, a etnia teve de se defender dos traficantes de escravos, militares, garimpeiros e das doenças que dizimaram parte de sua população.

A partir do século XIX, foi a vez de os missionários religiosos chegarem à região e iniciarem uma guerra cultural. Apoiados, em grande parte, pelos governos da época, os católicos foram os primeiros a aportar na calha do rio Içana. Instalaram missões com internato e hospitais onde os índios recebiam educação formal da época e eram proibidos de falar seu próprio idioma.

Se de um lado, os católicos ofereciam “educação” e assistência médica, por outro, promoveram o início de uma “caça às bruxas” ao perseguir as práticas xamânicas. As malocas, moradias coletivas onde uma ou mais famílias viviam, também foram condenadas e os índios, obrigados a destruí-las e a construir casas nos moldes ocidentais. “Os missionários, evangélicos ou católicos, consideravam as malocas, os rituais e as flautas do Jurupari, elementos satânicos que tinham de ser extirpados da vida indígena”, lembra o cientista social e antropólogo Geraldo Andrello, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFscar) e estudioso do Alto Rio Negro há quase 20 anos.

Intolerância

Na década de 40, a cultura baniwa sofreu um dos golpes mais fortes. A chegada dos missionários protestantes à região e, em particular, da norte-americana Sophie Muller, criou um cenário de tensão inédito. Sophie aprendeu o idioma baniwa e terminou o “trabalho” iniciado pelos católicos no combate à pajelança, entretanto, atuando com muito mais truculência. Ela ordenou aos pajés que jogassem fora ou queimassem seus instrumentos acusando-os de charlatanismo e curandeirismo.

Manoel da Silva, o “Mandu”, lembra da perseguição. “Sophie mandava a gente jogar nossas coisas (pariká, pedras e maracá) no rio. Muito pajé desistiu de ser pajé porque as pessoas não acreditavam mais nele”, lembra.

Francisco da Silva, 65, pajé de corpo franzino, olhos opacos vítimas de uma catarata severa, também se lembra do período em que ser pajé era quase proibido. “Eles diziam que pajé era coisa do demônio. Os verdadeiros pajés se esconderam ou viraram crente”, diz Francisco.

O antropólogo Robin Wright, diz que a campanha protagonizada pelos evangélicos foi responsável por uma redução de até 80% no número de pajés baniwas. “Antes dos missionários chegarem, cada aldeia tinha o seu pajé. Mais de 80 aldeias se converteram ao evangelismo”, explica.

Resistência

Na avaliação do antropólogo, mais que reduzir o número de pajés, a conversão ao cristianismo entre os baniwas lhes tirou algo mais valioso: o orgulho de ser um xamã. “A redução (no número de pajés) é mais devido à falta de uma certa coragem, rigor e orgulho de ser pajé que os caracterizavam no passado”, afirma Wright.

Apesar do cenário aparentemente não ser favorável à continuidade da pajelança entre os baniwa, os especialistas no assunto não acreditam que ela vá acabar. “Não vai acabar não. Enquanto eu estiver no mundo, a pajelança do meu povo não morre, não. Quero que os jovens aprendam o que eu sei pra isso não morrer comigo”, diz Manuel da Silva, de Uapuí-Cachoeira.

O antropólogo e pesquisador Renato Athias, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), diz não acreditar que a pajelança esteja acabando. “Acho que estamos passando por um momento em que ela está sendo revitalizada em muitas áreas. Apesar da repressão, os pajés sempre estiveram presentes nas aldeias. Sei de pelo menos oito alunos de outras etnias do Alto Rio Negro que estão estudando para ser pajé”, diz Athias.

Márcio Meira, presidente da Funai, concorda com Athias. “Estamos vendo um movimento de reforço étnico e cultural em diversos povos do Brasil. Que hoje, há menos pajés do que havia há alguns anos, não há dúvidas, mas não acho que eles vão desaparecer”, afirma.

POR: LEANDRO PRAZERES

Cruzeiro Esporte Clube celebra 91 anos de páginas heróicas e imortais


Fundado em 2 de janeiro de 1921 com o nome de Societá Sportiva Palestra Itália, pela colônia italiana de Belo Horizonte, que sonhava ser representada por uma associação esportiva, o Cruzeiro Esporte Clube completa, nesta terça-feira, 91 anos de páginas heróicas e imortais e tem motivos de sobra para comemorar ao lado de seus mais de 8 milhões de torcedores. Em menos de um século de existência, a Raposa é inegavelmente reconhecida dentro e fora do Brasil como um modelo de time de ponta, acostumado a conquistar títulos e produzir craques, sendo uma das equipes mais vencedoras do país.

Estreia

A estreia oficial do clube celeste ocorreu no dia 3 de abril do ano de sua fundação, em partida realizada no antigo Estádio do Prado Mineiro. O então Palestra Itália venceu um misto de equipes da cidade de Nova Lima por 2 x 0.

O primeiro título mineiro conquistado veio em 1926 e em grande estilo, ao aplicar uma retumbante goleada de 10 x 1 sobre o Grêmio, no estádio do Barro Preto.

De Palestra a Cruzeiro

Em virtude da entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial em 1942, um decreto-lei do governo federal proibiu o uso de termos relacionados às nações inimigas. Com isso, o Palestra Itália passou a chamar-se Palestra Mineiro.

Posteriormente, em 7 de outubro do mesmo ano, veio a mudança definitiva de nome, após reunião entre sócios e dirigentes. Inspirado na constelação do Cruzeiro do Sul, símbolo maior da pátria, foi dado o nome de Cruzeiro Esporte Clube, uma sugestão do ex-presidente do Clube, Oswaldo Pinto Coelho.

“Na realidade é um grande campeão”

Na década de 60 o Cruzeiro começou a aparecer para o mundo e iniciou a trajetória de inúmeras conquistas, como o seu primeiro título nacional, em 1966, quando foi campeão da Taça Brasil, o Campeonato Brasileiro da época. O troféu foi alcançado através de duas magistrais vitórias sobre o Santos que tinha craques como Pelé em seu elenco. 6 x 2, em 30 de novembro no Mineirão e 3 x 2 em 7 de dezembro no Pacaembu.

A década seguinte também foi eternizada pela conquista da Taça Libertadores da América, hoje chamada Copa Santander Libertadores, em 1976. A final do torneio continental daquele ano foi decidida em três confrontos. O título foi garantido com dois triunfos azuis sobre o argentino River Plate. No primeiro jogo no Mineirão, vitória celeste por 4 x 1, em 21 de julho, o segundo em Buenos Aires, uma semana depois, o adversário venceria por 2 x1 e o tira-teima em Santiago, no Chile, 3 x 2 para o Cruzeiro e assim, a equipe estrelada conquista a América.

Os anos 70 foram marcados pelo elenco galáctico que compunha o time do Cruzeiro. Eternos ídolos como Raul Plassmann, Zé Carlos, Nelinho, Palhinha, Revétria, Dirceu Lopes, Piazza, Perfumo e Tostão vestiram a camisa cinco estrelas e ajudaram a firmar o time celeste entre os melhores do Brasil e do mundo.

Em 3 de fevereiro de 1973 a Toca da Raposa I foi fundada, o que estabeleceu o Cruzeiro como o clube que possuía uma das maiores estruturas do país.

Após uma década infértil, nos anos 80, o Cruzeiro voltou a dar muitas alegrias à sua imensa torcida na década de 90, conquistando títulos de expressão que recolocou a Raposa na vitrine do futebol mundial. O time cinco estrelas conquistou a Supercopa em 91 e 92, derrotando equipes argentinas, o River Plate e Racing, respectivamente.

Em 1997, mais uma vez, o Cruzeiro conquistou a América e se sagrou bi-campeão da Libertadores, em 13 de agosto, com uma vitória inesquecível sobre o Sporting Cristal, do Peru, por 1 x 0, diante de aproximadamente 100 mil torcedores.

A década de 90 ficou marcada também pela conquista da Copa da Brasil, duas vezes, em 93 e 96. Vale ressaltar o feito heróico celeste no segundo título, ao bater a equipe do Palmeiras, que tinha atletas como Rivaldo, Cafú, Djalminha e Muller, na casa do adversário e trazer o troféu para Belo Horizonte.

O Cruzeiro encerrou o século XX como o melhor clube brasileiro, de acordo com a Federação Internacional de História e Estatística (IFFHS), depois de tantas vitórias, conquistas e o crescimento de sua torcida.

O século XXI iniciou da melhor maneira possível, confirmando a grandeza do Cruzeiro. Logo no primeiro ano da década a Raposa conquistou o tricampeonato da Copa do Brasil, em 2000, sendo campeão em cima do São Paulo.

Em 2003 veio a glória completa. O time estrelado conquistou tudo que disputou e foi o único clube brasileiro a receber a Tríplice Coroa. O Maior de Minas foi campeão mineiro, alcançou o tetra da Copa do Brasil e o bi da principal competição do país, o Campeonato Brasileiro, com uma campanha recorde. A equipe comandada em campo pelo ídolo Alex, atingiu 100 pontos (nenhum outro time repetiu tamanha pontuação no Nacional até aqui), e foi campeã com quatro rodadas de antecedência. A melhor campanha realizada no campeonato, na era de pontos corridos.

O Cruzeiro encerrou a primeira década do século XXI sendo campeão estadual por mais quatro vezes, após a conquista da Tríplice Coroa. Em 2004, 2006, 2008 e 2009.

Na temporada que marcou as nove décadas de existência do Cruzeiro, o time celeste alternou bons e maus momentos, ao realizar um primeiro semestre arrebatador, com a melhor campanha da fase classificatória da Libertadores e o título estadual em cima do Atlético-MG. Entretanto, a segunda metade do ano foi atípica para a Raposa, que fez uma campanha modesta no Campeonato Brasileiro. 2011 também marcou o fim do mandato de Zezé Perrella como presidente do Melhor Clube Brasileiro do Século XX.

Em 2012, o Cruzeiro Esporte Clube inicia um novo tempo, com nova gestão, eleita em 3 de outubro de 2011, comandada pelo agora presidente celeste Dr. Gilvan de Pinho Tavares e os vices José Maria Fialho e Márcio Rodrigues, que administrarãoo clube nos próximos três anos. Na contagem regressiva para o centenário cinco estrelas, o Melhor Clube Brasileiro do Século XX buscará quebrar seu próprio recorde este ano, lutando pelo quinto título da Copa do Brasil, já que a Raposa é quem mais foi campeã deste torneio, quatro vezes, ao lado do Grêmio. Além de lutar por mais um título estadual e o terceiro nacional.

FONTE:http://www.cruzeiro.com.br/index2.php?section=noticias&idn=11640