segunda-feira, 21 de maio de 2012
Manifestações nas ruas e na Prefeitura marcaram o primeiro dia da Greve dos professores universitários
Fala do prefeito sobre o consumo de drogas dos estudantes da Unifal ainda ecoa, incomoda e entra na pauta dos professores
O primeiro dia oficial da greve dos professores da Universidade Federal de Alfenas – Unifal foi marcado por manifestações em diversos pontos da cidade. Alunos, professores e técnicos fizeram uma assembleia no prédio “V” da instituição e, posteriormente, saíram pelas ruas com carro de som, megafone, palavras de ordem e muito apitaço.
A primeira parada dos manifestantes foi no prédio da prefeitura de Alfenas. Professores e alunos entraram no pátio e solicitaram a presença do prefeito Luiz Antonio da Silva (Luizinho/PT), pedindo para que ele repetisse a fala realizada no dia 24/04, na audiência pública com os alunos. Na ocasião, o prefeito apresentou um dado hipotético e afirmou que 10% dos universitários de Alfenas são usuários de drogas e esse é um dos motivos pelo auto índice de violência na cidade. Os grevistas foram recebidos pela assessoria do prefeito. Houve muita euforia e agitação dos alunos.
Após à prefeitura, passeata seguiu pelas ruas do centro sentido a praça Getúlio Vargas. Os manifestantes ocuparam a concha acústica e iniciaram a rodada de intervenções.
Professor Wellington Lima Ferreira, do Instituto de Ciências Humanas e Letras, enfocou o motivo da greve. Segundo o professor, a classe repudia a medida provisória do Governo Federal que aumentava o salário dos professores. O documento foi assinado na segunda-feira (14). “Este não é o comportamento que esperávamos do governo. A greve não é salarial. Nossa luta é por carreira, data base, financiamento para o estudante de baixa renda. É importante a sociedade alfenense saber que a greve não é salarial”. O professor Paulo Henrique de Souza, Instituto de Ciências da Natureza, reafirmou a importância da greve: “Não estamos aqui para defender bandeira de partido, nós estamos defendendo o futuro da sociedade brasileira”.
A professora Francisca Izabel Ruela, presidente da Associação dos Docentes da Unifal – Adunifal fez uma crítica aberta ao prefeito “Estamos aqui hoje, não para provar ao prefeito, porque ele já tem sua opinião formada, mas para a sociedade de Alfenas, que os estudantes estão aqui para estudar, para no futuro ser o comando deste país. Quando eles estiverem assumindo prefeituras, possam se lembrar sempre desse fato e não ocorrer de falar coisa tão insana”.
Na tarde de hoje, a professora Francisca também encaminhou oficio ao reitor Paulo Marcio solicitando suspensão do calendário letivo, para não prejudicar os estudantes.
O evento foi encerrado com apresentações culturais realizadas pelos alunos.
FONTE:Jornal Correio Alfenense
quinta-feira, 17 de maio de 2012
A luta que não queria lutar
Hoje é um dia de muita tristeza em meu coração, pois hoje inicia a greve nacional dos professores da Universidades Federais. Hoje irei contra meu partido, um partido que eu cresci dentro dele um partido que eu vi ganhar as eleições com o Lula e no momento com a Dilma um partido que ajudei a construir.
Mas como um estudante de História, futuro professor entendo o motivo desta greve desta luta.
Hoje estou como estudante apoio meus professores amanhã eu serei o professor e espero que estas situações não aconteçam mais.
Hoje luto por uma educação de qualidade pois creio que só com a melhoria da educação nosso país pode ir mais alem.
Essa luta não queria luta mas hoje sou estudante e lutarei pelo que eu acredito
"Nas ruas nas praças da luta não fugiu aqui está presenta o movimento estudantil"
terça-feira, 8 de maio de 2012
Cuba rebate chanceler e diz que Espanha deve se preocupar com sua própria crise
Ministro espanhol disse que só visitaria ilha se encontrasse com dissidentes; Havana disse que nunca o convidou
O governo cubano respondeu nesta terça-feira (08/02) à declaração feita pelo chanceler espanhol José Manuel García-Margallo de que não viajaria ao país caso não tenha possibilidade de se encontrar com dissidentes do regime.
Em nota, o vice-ministro de Relações Exteriores, Dagoberto Rodríguez, lembrou o diplomata, que compõe o governo conservador de Mariano Rajoy, de que em nenhum momento foi convidado. Também afirmou que Cuba não é mais uma colônia da Espanha e considerou os comentários de Margallo “intervencionistas” e “desrespeitosos”.
As declarações de Margallo foram feitas ao jornal espanhol ABC, quando ele Escondicionou uma eventual viagem à ilha com a possibilidade de se reunir com opositores ao governo de Raúl Castro.
"[O chanceler] deveria recordar que Cuba já não é uma colônia de seu país, nem de nenhum outro, e se ocupar mais com a profunda crise econômica e social que vive a Espanha e do enorme descontentamento que existe nessa sociedade, onde quase 40% dos jovens necessitam de emprego", declarou Rodríguez.
(*) Com informações do site Cubadebate.
FONTE:Opera Mundi
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Risco de masascre em Timoteo MG
URGENTE: Iminência de despejo de seis ocupações em Timóteo, Vale do Aço, Minas Gerais. RISCO DE MASSACRE.
Hoje, quarta-feira, dia 02/05/2012, um oficial de justiça visitou as Seis Ocupações Urbanas existentes na Cidade de Timóteo, no Vale do Aço, Minas Gerais, notificando as cerca de 600 famílias que elas devem se retirar das áreas ocupadas.
Dezenas de viaturas com dezenas de policiais militares foram até as ocupações em tom ameaçador deram prazo para 600 famílias saírem até amanhã, quinta-feira, dia 03/05/2012, às 06:00h. Disseram: “Se vocês não saírem espontaneamente até amanhã cedo, vocês serão despejados pela força das armas, na marra. Temos ordem judicial para despejar vocês.”
Conclamo as pessoas de boa vontade a apoiar as 600 famílias das seis ocupações urbanas de Timóteo e pedimos ao Comando da Polícia Militar que espere decisão judicial do Tribunal de Justiça de Minas que ainda não se pronunciou sobre Agravo que está entrando no TJMG.
Despejar apenas com liminar – que é algo precário, pode cair a qualquer hora - de reintegração, sem alternativa digna para as 600 famílias, jamais resolverá o grave problema social existente na cidade de Timóteo. Ao contrário, agravará em muito o problema social. Pisará mais ainda na dignidade humana de mais de 1.500 pessoas já tão sofridas e marginalizadas. Problema social jamais se resolve com polícia, com repressão. Problema social só se resolve de forma justa com política pública, no caso, política habitacional séria para famílias de zero a três salários mínimos. Ademais, as áreas ocupadas estão abandonadas, sem cumprir função social (prescrição constitucional).
A sociedade brasileira já ficou estarrecida com o massacre do Pinheirinho, em São José dos Campos, SP, o maior massacre urbano da história do país. Não pode acontecer mais massacres em Minas Gerais.
Em nome de Deus, em nome das crianças, em nome dos deficientes, em nome dos idosos e em nome da vida, pedimos abertura para diálogo sério que possa realmente construir uma saída justa e negociada para as famílias das seis ocupações urbanas de Timóteo, MG.
Se a Polícia insistir em fazer o despejo há risco de massacre, pois o povo não tem alternativa e está disposto a resistir. Clamamos por abertura de diálogo. Que o prefeito e o Comando da polícia e as lideranças populares da região tenham a grandeza de, dialogando com as lideranças das ocupações, encontrar uma saída justa para as famílias dessas seis ocupações. Despejo, não. Negociação, sim!
Frei Gilvander L. Moreira, assessor da CPT/MG.
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