Manifestantes e policiais se enfrentaram nesta quarta-feira (29) em Atenas (Grécia), no segundo dia da greve geral. O movimento foi convocado em protesto contra o pacote de medidas econômicas imposto para que o país receba ajuda e saia da crise. O Parlamento deve votar hoje o pacote, que inclui cortes de gastos e de salários e aumentos de impostos.
Os serviços públicos continuam paralisados: os transportes, com exceção do metrô da capital, estão inativos – ônibus, bondes e trens não estão circulando e os controladores de vôo pararam entre 8h e meio-dia (2h e 6h em Brasília) e vão parar de novo entre 18h e 22h (meio dia e 16h em Brasília), segundo o diário grego Kathimerini.
O centro da capital grega apresenta um aspecto de devastação: os serviços municipais de limpeza, também em greve, não recolheram os destroços deixados pelos confrontos de ontem (28). O cheiro de queimado ainda infesta a cidade, vitrines foram destruídas e pedras estão espalhadas por todo o centro.
Hoje, a polícia de choque usou gás lacrimogêneo para dispersar o protesto ao redor do Parlamento - os manifestantes tentavam bloquear as entradas. Milhares de policiais formaram um corredor de isolamento para proteger o edifício do Parlamento e garantir a segurança para os deputados. Mesmo assim, a sessão começou com atraso devido à dificuldade que eles tiveram para chegar ao local.Em meio aos protestos, dois manifestantes que barravam a entrada do Parlamento ficaram feridos na ação policial. Outras equipes policiais foram posicionadas em pontos próximos do edifício.
Votação
A votação de hoje sobre o pacote econômico é crucial para que Grécia possa continuar recebendo ajuda financeira da UE (União Europeia) e do FMI (Fundo Monetário Internacional).
Com o pacote, o governo grego espera arrecadar R$ 177 bilhões (78 bilhões de euros) até 2015 para reduzir o endividamento do país. A situação da economia da Grécia preocupa porque, segundo analistas, pode espalhar a crise pelo resto da Europa – que também enfrenta dificuldades econômicas.
Sem o pacote, o país corre o risco de dar calote em suas dívidas, o que seria um choque para a economia européia e pode piorar a situação de países fragilizados como Irlanda, Itália e Portugal - que já está em recessão. O Reino Unido, por exemplo, já anunciou cortes de gastos e a Espanha - onde o desemprego chega a 20% - também já enfrenta manifestações.
O primeiro-ministro, George Papandreou, e o novo ministro das Finanças do país, Vangelis Venizelos, pediram aos 155 deputados de seu partido, Pasok (de esquerda), a assumir “seu dever patriótico” e apoiar essas medidas, que são “dolorosas, mas necessárias”. A oposição, no entanto, já declarou em bloco que não apoiará o governo. O Parlamento tem 300 deputados.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
A VIOLÊNCIA DAS LEIS
Muitas constituições foram criadas de modo a fazer com que as pessoas
acreditassem que todas as leis estabelecidas atendiam a desejos expressos pelo povo. Mas
a verdade é que não só nos países autocráticos, como naqueles “supostamente” mais
livres as leis não foram feitas para atender a vontade da maioria, mas sim a VONTADE
DAQUELES QUE DETÊM O PODER. Portanto elas serão sempre, e em toda a parte,
aqueles que MAIS VANTAGENS POSSAM TRAZER À CLASSE DOMINANTE E AOS
PODEROSOS. Em toda a parte e sempre, as leis são impostas utilizando os únicos meios
capazes de fazer com que algumas pessoas se submetam à vontade de outras, isto é,
pancadas, perda da liberdade e assassinato. Não há outro meio.
Nem poderia ser de outro modo, já que as leis são uma forma de exigir que
determinadas regras sejam cumpridas e de obrigar determinadas pessoas a cumpri-las
(ou seja, fazer o que outras pessoas querem que elas façam) E ISSO SÓ PODE SER
OBTIDO COM PANCADAS, PERDA DA LIBERDADE E COM A MORTE. Se as leis existem,
é necessário que haja uma força capaz de obrigar as pessoas a respeita-las. E só há uma
força capaz de fazer com que alguns seres se submetam à vontade de outros e esta força é
a violência. Não a violência simples, que alguns homens usam contra seus semelhantes
em momento de paixão, mas uma VIOLÊNCIA ORGANIZADA, usada por aqueles que tem
o poder nas mãos para fazer com que os outros obedeçam à sua vontade.
Assim, a essência da legislação não está no sujeito, no objeto, no direito, na idéia
do domínio da vontade coletiva do povo ou em qualquer outra condição tão confusa e
indefinida, mas sim no fato de que AQUELES QUE CONTROLAM A VIOLÊNCIA
ORGANIZADA DISPÕEM DE PODERES PARA FORÇAR OS OUTROS A OBEDECÊ-LOS,
fazendo aquilo que eles querem que seja feito.
Assim, uma definição exata e irrefutável para legislação, que pode ser entendida
por todos, é esta: “AS LEIS SÃO REGRAS FEITAS POR PESSOAS QUE GOVERNAM POR
MEIO DA VIOLÊNCIA ORGANIZADA, QUE, QUANDO NÃO ACATADAS, PODEM FAZER
COM QUE AQUELES QUE SE RECUSAM A OBEDECÊ-LAS SOFRAM PANCADAS, A
PERDA DA LIBERDADE E ATÉ MESMO A MORTE.”
POR LEON TOLSTÓI (ESCRITOR)
acreditassem que todas as leis estabelecidas atendiam a desejos expressos pelo povo. Mas
a verdade é que não só nos países autocráticos, como naqueles “supostamente” mais
livres as leis não foram feitas para atender a vontade da maioria, mas sim a VONTADE
DAQUELES QUE DETÊM O PODER. Portanto elas serão sempre, e em toda a parte,
aqueles que MAIS VANTAGENS POSSAM TRAZER À CLASSE DOMINANTE E AOS
PODEROSOS. Em toda a parte e sempre, as leis são impostas utilizando os únicos meios
capazes de fazer com que algumas pessoas se submetam à vontade de outras, isto é,
pancadas, perda da liberdade e assassinato. Não há outro meio.
Nem poderia ser de outro modo, já que as leis são uma forma de exigir que
determinadas regras sejam cumpridas e de obrigar determinadas pessoas a cumpri-las
(ou seja, fazer o que outras pessoas querem que elas façam) E ISSO SÓ PODE SER
OBTIDO COM PANCADAS, PERDA DA LIBERDADE E COM A MORTE. Se as leis existem,
é necessário que haja uma força capaz de obrigar as pessoas a respeita-las. E só há uma
força capaz de fazer com que alguns seres se submetam à vontade de outros e esta força é
a violência. Não a violência simples, que alguns homens usam contra seus semelhantes
em momento de paixão, mas uma VIOLÊNCIA ORGANIZADA, usada por aqueles que tem
o poder nas mãos para fazer com que os outros obedeçam à sua vontade.
Assim, a essência da legislação não está no sujeito, no objeto, no direito, na idéia
do domínio da vontade coletiva do povo ou em qualquer outra condição tão confusa e
indefinida, mas sim no fato de que AQUELES QUE CONTROLAM A VIOLÊNCIA
ORGANIZADA DISPÕEM DE PODERES PARA FORÇAR OS OUTROS A OBEDECÊ-LOS,
fazendo aquilo que eles querem que seja feito.
Assim, uma definição exata e irrefutável para legislação, que pode ser entendida
por todos, é esta: “AS LEIS SÃO REGRAS FEITAS POR PESSOAS QUE GOVERNAM POR
MEIO DA VIOLÊNCIA ORGANIZADA, QUE, QUANDO NÃO ACATADAS, PODEM FAZER
COM QUE AQUELES QUE SE RECUSAM A OBEDECÊ-LAS SOFRAM PANCADAS, A
PERDA DA LIBERDADE E ATÉ MESMO A MORTE.”
POR LEON TOLSTÓI (ESCRITOR)
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