segunda-feira, 31 de outubro de 2011
494 anos da Reforma Protestante
1. Conceito: A Reforma Protestante foi um movimento cristão iniciado no século XVI, na Alemanha, que questionava diversos pontos da doutrina da Igreja Católica, propondo uma reforma no catolicismo.
2. Antecedentes: Abusos cometidos pela igreja católica; nova visão de mundo: renascimento.
3. Pré-reforma: A Pré-Reforma foi o período anterior à Reforma Protestante no qual se iniciaram as bases ideológicas que posteriormente resultaram na reforma iniciada por Martinho Lutero.
A Pré-Reforma tem suas origens em uma denominação cristã do século XII conhecida como Valdenses, que era formada pelos seguidores de Pedro Valdo, um comerciante de Lyon que se converteu ao Cristianismo por volta de 1174. Ele decidiu encomendar uma tradução da Bíblia para a linguagem popular e começou a pregá-la ao povo sem ser sacerdote. Ao mesmo tempo, renunciou à sua atividade e aos bens, que repartiu entre os pobres. Desde o início, os valdenses afirmavam o direito de cada fiel de ter a Bíblia em sua própria língua, considerando ser a fonte de toda autoridade eclesiástica. Eles reuniam-se em casas de famílias ou mesmo em grutas, clandestinamente, devido à perseguição da Igreja Católica Romana, já que negavam a supremacia de Roma e rejeitavam o culto às imagens, que consideravam como sendo idolatria.No seguimento do colapso de instituições monásticas e da escolástica nos finais da Idade Média na Europa, acentuado pelo Cativeiro Babilônico da igreja no papado de Avignon, o Grande Cisma e o fracasso da conciliação, se viu no século XVI o fermentar de um enorme debate sobre a reforma da religião e dos posteriores valores religiosos fundamentais.
No século XIV, o inglês John Wycliffe,considerado como precursor da Reforma Protestante, levantou diversos questionamentos sobre questões controversas que envolviam o Cristianismo, mais precisamente a Igreja Católica Romana. Entre outras idéias, Wycliffe queria o retorno da Igreja à primitiva pobreza dos tempos dos evangelistas, algo que, na sua visão, era incompatível com o poder político do papa e dos cardeais, e que o poder da Igreja devia ser limitado às questões espirituais, sendo o poder político exercido pelo Estado, representado pelo rei. Contrário à rígida hierarquia eclesiástica, Wycliffe defendia a pobreza dos padres e os organizou em grupos. Estes padres foram conhecidos como "lolardos". Mais tarde, surgiu outra figura importante deste período: Jan Huss. Este pensador tcheco iniciou um movimento religioso baseado nas ideias de John Wycliffe. Seus seguidores ficaram conhecidos como Hussitas
4. Razões Políticas: A Reforma protestante foi iniciada por Martinho Lutero, embora tenha sido motivada primeiramente por razões religiosas, também foi impulsionada por razões políticas e sociais.
Os conflitos políticos entre autoridades da Igreja Católica e governantes das monarquias européias, tais governantes desejavam para si o poder espiritual e ideológico da Igreja e do Papa, muitas vezes para assegurar o direito divino dos reis.
Práticas como a usura era condenada pela ética católica, assim a burguesia capitalista que desejava altos lucros econômicos sentiram-se mais "confortáveis" se pudessem seguir uma nova ética religiosa, adequada ao espírito capitalista, necessidade que foi atendida pela ética protestante e conceito de Lutero de que a fé sem as obras justifica (Sola fide).
Algumas causas econômicas para a aceitação da Reforma foram o desejo da nobreza e dos príncipes de se apossar das riquezas da igreja católica e de ver-se livre da tributação papal. Também na Alemanha, a pequena nobreza estava ameaçada de extinção em vista do colapso da economia senhorial. Muitos desses pequenos nobres desejavam às terras da igreja. Somente com a Reforma, estas classes puderam expropriar as terras.
Durante a Reforma na Alemanha, autoridades de várias regiões do Sacro Império Romano-Germânico pressionadas pela população e pelos luteranos, expulsavam e mesmo assassinavam sacerdotes católicos das igrejas, substituindo-os por religiosos com formação luterana.
Lutero era radicalmente contra a revolta camponesa iniciada em 1524 pelos anabatistas liderados por Thomas Münzer, que provocou a Guerra dos Camponeses. Münzer comandou massas camponesas contra a nobreza imperial, pois propunha uma sociedade sem diferenças entre ricos e pobres e sem propriedade privada, Lutero por sua vez defendia que a existência de "senhores e servos" era vontade divina, motivo pelo qual eles romperam. Lutero escreveu posteriormente: "Contras as hordas de camponeses (...), quem puder que bata, mate ou fira, secreta ou abertamente, relembrando que não há nada mais peçonhento, prejudicial e demoníaco que um rebelde".
Após a Guerra dos Camponeses os anabatistas continuaram sendo perseguidos e executados em países protestantes, por exemplo, a Holanda e Frísia, massacraram aproximadamente 30.000 anabatistas nos dez anos que se seguiram a 1535.
5.Principais Críticas à Igreja Católica: Venda de indulgências: perdão dos pecados mediante pagamento; Simonia: a venda de relíquias sagradas; Corrupção no Clero: quebra do celibato e venda de cargos eclesiásticos; Condenação da Usura: condenação pela igreja católica dos empréstimos a juros e lucros excessivos da burguesia.
6. As 95 Teses de Lutero: Tudo começou quando, para propiciar a construção da Basílica de São Pedro, em Roma, o papa Leão X ordenou a venda de indulgências; em 1517, o monge Martinho Lutero se desentendeu com o dominicano Tetzel, que vendia indulgências em nome do papa; ao ser ameaçado por Tetzel, Lutero reagiu, afixando na porta da Igreja de Wittenberg as 95 Teses, documento que condenava a venda de indulgências, entre outras práticas e doutrinas da Igreja.
7. Dieta de Worms: foi uma reunião de cúpula oficial, governamental e religiosa, chefiada pelo imperador Carlos V que teve lugar na cidade de Worms (Alemanha), entre os dias 28 de Janeiro e 25 de Maio de 1521; a disputa entre Lutero e a Igreja se prolongou até 1521, quando o papa o excomungou. Lutero queimou publicamente o documento de excomunhão e passou a difundir sua doutrina; Martinho Lutero foi convocado as desmentir as suas 95 teses na Dieta de Worms, mas Lutero não so defendeu suas teses como mostrou a necessidade da reforma da Igreja Católica.
8. Reformadores:
9. A Reforma na Alemanha, Suíça e França: No início do século XVI, o monge alemão Martinho Lutero, abraçando as idéias dos pré-reformadores, proferiu três sermões contra as indulgências em 1516 e 1517. Em 31 de outubro de 1517 foram pregadas as 95 Teses na porta da Catedral de Wittenberg, com um convite aberto ao debate sobre elas. Esse fato é considerado como o início da Reforma Protestante.Essas teses condenavam a "avareza e o paganismo" na Igreja, e pediam um debate teológico sobre o que as indulgências significavam. As 95 Teses foram logo traduzidas para o alemão e amplamente copiadas e impressas. Após um mês se haviam espalhado por toda a Europa.
Após diversos acontecimentos, em junho de 1518 foi aberto um processo por parte da Igreja Romana contra Lutero, a partir da publicação das suas 95 Teses. Alegava-se, com o exame do processo, que ele incorria em heresia. Depois disso, em agosto de 1518, o processo foi alterado para heresia notória.Finalmente, em junho de 1520 reapareceu a ameaça no escrito "Exsurge Domini" e, em janeiro de 1521, a bula "Decet Romanum Pontificem" excomungou Lutero. Devido a esses acontecimentos, Lutero foi exilado no Castelo de Wartburg, em Eisenach, onde permaneceu por cerca de um ano. Durante esse período de retiro forçado, Lutero trabalhou na sua tradução da Bíblia para o alemão, da qual foi impresso o Novo Testamento, em setembro de 1522.Enquanto isso, em meio ao clero saxônio, aconteceram renúncias ao voto de castidade, ao mesmo tempo em que outros tantos atacavam os votos monásticos. Entre outras coisas, muitos realizaram a troca das formas de adoração e terminaram com as missas, assim como a eliminação das imagens nas igrejas e a ab-rogação do celibato. Ao mesmo tempo em que Lutero escrevia "a todos os cristãos para que se resguardem da insurreição e rebelião". Seu casamento com a ex-freira cisterciense Catarina von Bora incentivou o casamento de outros padres e freiras que haviam adotado a Reforma. Com estes e outros atos consumou-se o rompimento definitivo com a Igreja Romana.Em janeiro de 1521 foi realizada a Dieta de Worms, que teve um papel importante na Reforma, pois nela Lutero foi convocado para desmentir as suas teses, no entanto ele defendeu-as e pediu a reforma.Autoridades de várias regiões do Sacro Império Romano-Germânico pressionadas pela população e pelos luteranos, expulsavam e mesmo assassinavam sacerdotes católicos das igrejas,[ substituindo-os por religiosos com formação luterana.
Toda essa rebelião ideológica resultou também em rebeliões armadas, com destaque para a Guerra dos camponeses (1524-1525). Esta guerra foi, de muitas maneiras, uma resposta aos discursos de Lutero e de outros reformadores. Revoltas de camponeses já tinham existido em pequena escala em Flandres (1321-1323), na França (1358), na Inglaterra (1381-1388), durante as guerras hussitas do século XV, e muitas outras até o século XVIII. A revolta foi incitada principalmente pelo seguidor de Lutero, Thomas Münzer,que comandou massas camponesas contra a nobreza imperial, pois propunha uma sociedade sem diferenças entre ricos e pobres e sem propriedade privada,Lutero por sua vez defendia que a existência de "senhores e servos" era vontade divina,motivo pelo qual eles romperam,sendo que Lutero condenou Münzer e essa revolta.
Em 1530 foi apresentada na Dieta imperial convocada pelo Imperador Carlos V, realizada em abril desse ano, a Confissão de Augsburgo, escrita por Felipe Melanchton com o apoio da Liga de Esmalcalda. Os representantes católicos na Dieta resolveram preparar uma refutação ao documento luterano em agosto, a Confutatio Pontificia (Confutação), que foi lida na Dieta. O Imperador exigiu que os luteranos admitissem que sua Confissão havia sido refutada. A reação luterana surgiu na forma da Apologia da Confissão de Augsburgo, que estava pronta para ser apresentada em setembro do mesmo ano, mas foi rejeitada pelo Imperador. A Apologia foi publicada por Felipe Melanchton no fim de maio de 1531, tornando-se confissão de fé oficial quando foi assinada, juntamente com a Confissão de Augsburgo, em Esmalcalda, em 1537.
Ao mesmo tempo em que ocorria uma reforma em um sentido determinado, alguns grupos protestantes realizaram a chamada Reforma Radical. Queriam uma reforma mais profunda. Foram parte importante dessa reforma radical os Anabatistas, cujas principais características eram a defesa da total separação entre igreja e estado e o "novo batismo"(que em grego é anabaptizo).
João Calvino.
Enquanto na Alemanha a reforma era liderada por Lutero, Na França e na Suíça a Reforma teve como líderes João Calvino e Ulrico Zuínglio .
João Calvino foi inicialmente um humanista. Nunca foi ordenado sacerdote. Depois do seu afastamento da Igreja católica, este intelectual começou a ser visto como um representante importante do movimento protestante.[35] Vítima das perseguições aos huguenotes na França, fugiu para Genebra em 1533 onde faleceu em 1564. Genebra tornou-se um centro do protestantismo europeu e João Calvino permanece desde então como uma figura central da história da cidade e da Suíça. Calvino publicou as Institutas da Religião Cristã, que são uma importante referência para o sistema de doutrinas adotado pelas Igrejas Reformadas.
Os problemas com os huguenotes somente concluíram quando o Rei Henry IV, um ex-huguenote, emitiu o Édito de Nantes, declarando tolerância religiosa e prometendo um reconhecimento oficial da minoria protestante, mas sob condições muito restritas. O catolicismo se manteve como religião oficial estatal e as fortunas dos protestantes franceses diminuíram gradualmente ao longo do próximo século, culminando na Louis XIV do Édito de Fontainebleau, que revogou o Édito de Nantes e fez do catolicismo única religião legal na França. Em resposta ao Édito de Fontainebleau, Frederick William de Brandemburgo declarou o Édito de Potsdam, dando passagem livre para franceses huguenotes refugiados e status de isenção de impostos a eles durante 10 anos.
Ulrico Zuínglio foi o líder da reforma suíça e fundador das igrejas reformadas suíças. Zuínglio não deixou igrejas organizadas, mas as suas doutrinas influenciaram as confissões calvinistas. A reforma de Zuínglio foi apoiada pelo magistrado e pela população de Zurique, levando a mudanças significativas na vida civil e em assuntos de estado em Zurique.
No Reino Unido O curso da Reforma foi diferente na Inglaterra. Desde muito tempo atrás havia uma forte corrente anticlerical, tendo a Inglaterra já visto o movimento Lollardo, que inspirou os Hussitas na Boémia. No entanto, ao redor de 1520 os lollardos já não eram uma força ativa, ou pelo menos um movimento de massas.Embora Henrique VIII tivesse defendido a Igreja Católica com o livro Assertio Septem Sacramentorum (Defesa dos Sete Sacramentos), que contrapunha as 95 Teses de Martinho Lutero, Henrique promoveu a Reforma Inglesa para satisfazer as suas necessidades políticas. Sendo este casado com Catarina de Aragão, que não lhe havia dado filho homem, Henrique solicitou ao Papa Clemente VII a anulação do casamento. Perante a recusa do Papado, Henrique fez-se proclamar, em 1531, protetor da Igreja inglesa. O Ato de Supremacia, votado no Parlamento em novembro de 1534, colocou Henrique e os seus sucessores na liderança da igreja, nascendo assim o Anglicanismo. Os súditos deveriam submeter-se ou então seriam excomungados, perseguidos e executados, tribunais religiosos foram instaurados e católicos foram obrigados à assistir cultos protestantes, muitos importantes opositores foram mortos, tais como Thomas More, o Bispo John Fischer e alguns sacerdotes, frades franciscanos e monges cartuchos. Quando Henrique foi sucedido pelo seu filho Eduardo VI em 1547, os protestantes viram-se em ascensão no governo. Uma reforma mais radical foi imposta diferenciando o anglicanismo ainda mais do catolicismo.
Seguiu-se uma breve reação católica durante o reinado de Maria I (1553-1558). De início moderada na sua política religiosa, Maria procura a reconciliação com Roma, consagrada em 1554, quando o Parlamento votou o regresso à obediência ao Papa. Um consenso começou a surgir durante o reinado de Elizabeth I. Em 1559, Elizabeth I retornou ao anglicanismo com o restabelecimento do Ato de Supremacia e do Livro de Orações de Eduardo VI. Através da Confissão dos Trinta e Nove Artigos (1563), Elizabeth alcançou um compromisso entre o protestantismo e o catolicismo: embora o dogma se aproximasse do calvinismo, só admitindo como sacramentos o Batismo e a Eucaristia, foi mantida a hierarquia episcopal e o fausto das cerimônias religiosas.
John Knox.
A Reforma na Inglaterra procurou preservar o máximo da Tradição Católica (episcopado, liturgia e sacramentos). A Igreja da Inglaterra sempre se viu como a ecclesia anglicanae, ou seja, A Igreja cristã na Inglaterra e não como uma derivação da Igreja de Roma ou do movimento reformista do século XVI. A Reforma Anglicana buscou ser a "via média" entre o catolicismo e o protestantismo.
Em 1561 apareceu uma confissão de fé com uma Exortação à Reforma da Igreja modificando seu sistema de liderança, pelo qual nenhuma igreja deveria exercer qualquer autoridade ou governo sobre outras, e ninguém deveria exercer autoridade na Igreja se isso não lhe fosse conferido por meio de eleição. Esse sistema, considerado "separatista" pela Igreja Anglicana, ficou conhecido como Congregacionalismo.Richard Fytz é considerado o primeiro pastor de uma igreja congregacional, entre os anos de 1567 e 1568, na cidade de Londres. Por volta de 1570 ele publicou um manifesto intitulado As Verdadeiras Marcas da Igreja de Cristo.Em 1580 Robert Browne, um clérigo anglicano que se tornou separatista, junto com o leigo Robert Harrison, organizou em Norwich uma congregação cujo sistema era congregacionalista, sendo um claro exemplo de igreja desse sistema.
Na Escócia, John Knox (1505-1572), que tinha estudado com João Calvino em Genebra, levou o Parlamento da Escócia a abraçar a Reforma Protestante em 1560, sendo estabelecido o Presbiterianismo. A primeira Igreja Presbiteriana, a Church of Scotland (ou Kirk), foi fundada como resultado disso.
Nos Países Baixos e na Escandinávia A Reforma nos Países Baixos, ao contrário de muitos outros países, não foi iniciado pelos governantes das Dezessete Províncias, mas sim por vários movimentos populares que, por sua vez, foram reforçados com a chegada dos protestantes refugiados de outras partes do continente. Enquanto o movimento Anabatista gozava de popularidade na região nas primeiras décadas da Reforma, o calvinismo, através da Igreja Reformada Holandesa, tornou a fé protestante dominante no país desde a década de 1560 em diante. No início de agosto de 1566, uma multidão de protestantes invadiu a Igreja de Hondschoote na Flandres (atualmente Norte da França) com a finalidade de destruir das imagens católicas,esse incidente provocou outros semelhantes nas províncias do norte e sul, até Beeldenstorm, em que calvinistas invadiram igrejas e outros edifícios católicos para destruir estátuas e imagens de santos em toda a Holanda, pois de acordo com os calvinistas, estas estátuas representavam culto de ídolos. Duras perseguições aos protestantes pelo governo espanhol de Felipe II contribuíram para um desejo de independência nas províncias, o que levou à Guerra dos Oitenta Anos e eventualmente, a separação da zona protestante (atual Holanda, ao norte) da zona católica (atual Bélgica, ao sul).
Teve grande importância durante a Reforma um teólogo holandês: Erasmo de Roterdã. No auge de sua fama literária, foi inevitavelmente chamado a tomar partido nas discussões sobre a Reforma. Inicialmente, Erasmo se simpatizou com os principais pontos da crítica de Lutero, descrevendo-o como "uma poderosa trombeta da verdade do evangelho" e admitindo que, "É claro que muitas das reformas que Lutero pede são urgentemente necessárias.".Lutero e Erasmo demonstraram admiração mútua, porém Erasmo hesitou em apoiar Lutero devido a seu medo de mudanças na doutrina. Em seu Catecismo (intitulado Explicação do Credo Apostólico, de 1533), Erasmo tomou uma posição contrária a Lutero por aceitar o ensinamento da "Sagrada Tradição" não escrita como válida fonte de inspiração além da Bíblia, por aceitar no cânon bíblico os livros deuterocanônicos e por reconhecer os sete sacramentos.Estas e outras discordâncias, como por exemplo, o tema do Livre arbítrio fizeram com que Lutero e Erasmo se tornassem opositores.
Na Dinamarca, a difusão das idéias de Lutero deveu-se a Hans Tausen. Em 1536 [54] na Dieta de Copenhaga, o rei Cristiano III aboliu a autoridade dos bispos católicos, tendo sido confiscados os bens das igrejas e dos mosteiros. O rei atribuiu a Johann Bugenhagen, discípulo de Lutero, a responsabilidade de organizar uma Igreja Luterana nacional.A Reforma na Noruega e na Islândia foi uma conseqüência da dominação da Dinamarca sobre estes territórios; assim, logo em 1537 ela foi introduzida na Noruega e entre 1541 e 1550 na Islândia, tendo assumido neste último território características violentas.
Na Suécia, o movimento reformista foi liderado pelos irmãos Olaus Petri e Laurentius Petri. Teve o apoio do rei Gustavo I Vasa,que rompeu com Roma em 1525, na Dieta de Vasteras. O luteranismo, então, penetrou neste país estabelecendo-se em 1527.Em 1593, a Igreja sueca adotou a Confissão de Augsburgo. Na Finlândia, as igrejas faziam parte da Igreja sueca até o início do século XIX, quando foi formada uma igreja nacional independente, a Igreja Evangélica Luterana da Finlândia.
Em outras partes da Europa Na Hungria, a disseminação do protestantismo foi auxiliada pela minoria étnica alemã, que podia traduzir os escritos de Lutero. Enquanto o Luteranismo ganhou uma posição entre a população de língua alemã, o Calvinismo se tornou amplamente popular entre a etnia húngara.Provavelmente, os protestantes chegaram a ser maioria na Hungria até o final do século XVI, mas os esforços da Contra-Reforma no século XVII levaram uma maioria do reino de volta ao catolicismo.
Fortemente perseguida, a Reforma praticamente não penetrou em Portugal e Espanha. Ainda assim, uma missão francesa enviada por João Calvino se estabeleceu em 1557 numa das ilhas da Baía de Guanabara, localizada no Brasil, então colônia de Portugal. Ainda que tenha durado pouco tempo, deixou como herança a Confissão de Fé da Guanabara.Por volta de 1630, durante o domínio holandês em Pernambuco, a Igreja Cristã Reformada (Igreja Protestante na Holanda) instalou-se no Brasil. Tinha ao conde Maurício de Nassau como seu membro mais ilustre. Esse período se encerrou com a guerra de Restauração portuguesa.Na Espanha, as idéias reformadas influíram em dois monges católicos: Casiodoro de Reina, que fez a primeira tradução da Bíblia para o idioma espanhol, e Cipriano de Valera, que fez sua revisão,originando a conhecida como Biblia Reina-Valera.
10. Contra-reforma: Reação da Igreja Católica à Reforma Protestante; as principais iniciativas da Contra-Reforma foram a convocação do Concílio de Trento, a criação da Companhia de Jesus e o aumento das atividades do Tribunal da Inquisição; O Concílio de Trento condenava a doutrina protestante, aconselhava a formação dos sacerdotes em seminários e instituiu uma lista de livros proibidos – o Index; Noite de São Bartolomeu: ocorreu na França, em 1572. Na ocasião, mais de 30 mil protestantes foram assassinados por católicos.
11. Protestantismo: Um dos pontos de destaque da reforma é o fato de ela ter possibilitado um maior acesso à Bíblia, graças às traduções feitas por vários reformadores (entre eles o próprio Lutero) a partir do latim para as línguas nacionais.Tal liberdade fez com que fossem criados diversos grupos independentes, conhecidos como denominações. Nas primeiras décadas após a Reforma Protestante, surgiram diversos grupos, destacando o Luteranismo e as Igrejas Reformadas ou calvinistas (Presbiterianismo e Congregacionalismo). Nos séculos seguintes, surgiram outras denominações reformadas, com destaque para os Batistas e os Metodistas.
Reforma Protestante no Brasil: Não existiu
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
A política de alianças responsável
A um ano das eleições municipais de 2012, não faltam especulações nas ruas e na imprensa em torno de candidaturas, apoios e alianças partidárias, muitas delas envolvendo o PT. Isto é natural, diante da importância que o próximo pleito representa para o futuro das nossas cidades, em especial Ipatinga, onde grande parte da população se vê frustrada, nos últimos sete anos, ao experimentar a condução política de maus governantes com suas falsas promessas e administrações caóticas, como é o caso atual.
Pelo seu histórico de governos que transformaram definitivamente a vida da população em 16 anos (de 1989 a 2004), com Participação Popular, Crescimento Econômico, Valorização do Serviço Público e Investimentos Sociais, o PT é uma das forças políticas protagonistas das ações e inovações que precisam ocorrer em Ipatinga, para que possamos recolocar o município nos trilhos do desenvolvimento.
Para o PT de Ipatinga, o debate de conteúdo programático e a candidatura própria ao cargo de prefeito é o pressuposto básico para as discussões em torno das coligações partidárias, tendo em vista as experiências bem sucedidas de nossos governos e o valoroso respaldo popular conquistado ao longo dos anos. Conforme deliberações do IV Congresso Nacional do PT, realizado no mês de setembro, os partidos da base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff formam o arco potencial de alianças para 2012. Mas é importante deixar claro que o Partido dos Trabalhadores apresenta seus candidatos e mantém relações político-partidárias obedecendo a princípios coerentes com a sua história e as especificidades locais.
Nesse contexto, é preciso reconhecer a existência de, pelo menos, mais dois blocos partidários em Ipatinga. Eles são liderados pelos grupos que comandaram e ainda comandam o município no período pós-2004 e que fazem oposição radical às conquistas populares dos governos do PT. Se por um lado um dos blocos tem uma perenidade maior na política do município, tendo como seu principal expoente o ex-prefeito Sebastião Quintão, do PMDB, o outro bloco geralmente se constitui sempre às vésperas das eleições e à custa de interesses difusos. Este bloco é liderado por Alexandre Silveira e Rosângela Reis, que nas Eleições Extemporâneas de maio de 2010, montou um arco partidário composto por 15 partidos. Esta esdrúxula Aliança Política elegeu o atual prefeito. Para as próximas eleições, este bloco vem com nova cobertura partidária, tendo como novo partido o PSD, recentemente fundado por Gilberto Kassab, atual prefeito de São Paulo. Alexandre Silveira - principal articulador do PSD -, Rosângela Reis e seus aliados tentam se organizar para a nova disputa eleitoral que se avizinha, mas estão tendo dificuldades para recompor o arco de alianças do ano passado, devido ao fracasso total do atual governo municipal, por eles patrocinado. É preciso a redobrada atenção do eleitorado local, porque senão, Alexandre Silveira e Rosângela Reis, na medida em que o barco afunda, poderão sair por aí dizendo que não são responsáveis pelo caos ora instalado em Ipatinga. Mas os dois são os principais responsáveis, sim! Então, devemos, enquanto Partido dos Trabalhadores, alinhavar nossa política de alianças, desde que sejam preservados os valores éticos, o nosso conteúdo programático, a legalidade e o alto nível da disputa eleitoral, para o bem da democracia e de toda cidade.
Em Ipatinga, o PT sempre contou com a aliança histórica do PCdoB para combater os políticos tradicionais e conservadores, que usam os partidos, cooptam lideranças e, uma vez no poder, não cumprem o que prometeram e costumam olhar tão somente para os seus interesses particulares e impublicáveis, virando as costas para a grande massa da população.
Temos a plena convicção de que, unidos internamente e abertos às discussões para elaboração do melhor projeto pra cidade, o PT de Ipatinga apresentará um nome para disputar as eleições de 2012, fruto do amadurecimento do nosso debate interno. Temos o dever de conversar com as lideranças de partidos aliados do governo Dilma, que estejam comprometidos com a população de Ipatinga. Assim, iremos convergir forças positivas não apenas para conduzir com qualidade, transparência e competência a máquina do serviço público, mas para construir com a Participação Popular um Programa de Governo avançado, que garanta a melhoria da qualidade de vida para o conjunto da sociedade ipatinguense.
Nós, do PT de Ipatinga, temos a prerrogativa autêntica para defender um governo que traga de volta a Participação Popular, que resgate as políticas públicas abandonadas nos últimos 7 anos, nas áreas de saúde, educação, limpeza urbana, habitação, trânsito, segurança e que assegure o reconhecimento e a Valorização do Servidor Público. Uma administração séria que, ao mesmo tempo, seja capaz de promover o Desenvolvimento Econômico e Social, com geração de empregos e rendas, e políticas especiais de apoio aos jovens, às crianças, aos idosos, às mulheres e aos trabalhadores em geral.
Uma resolução aprovada pela Comissão de Acompanhamento das Eleições de 2012, do PT Nacional, sinaliza a importância estratégica de Ipatinga no contexto partidário. Diz o documento: "Sem prejuízo do acompanhamento em demais localidades, a prioridade do PT para 2012, além das prefeituras que hoje o partido governa, serão as capitais e os municípios com mais de 150 mil eleitores. (...)"
Então, de uma coisa os "comentaristas políticos de plantão" podem ter certeza: o PT marchará unido buscando na prática, uma Política de Alianças responsável, capaz de agregar partidos e lideranças que querem o melhor para Ipatinga.
É isso que a população quer do Partido dos Trabalhadores.
(*) Antônio Pirralho é presidente do PT de Ipatinga
FONTE:http://www.diariopopularmg.com.br
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Enem e a formação técnica
http://www.youtube.com/watch?v=DJ1cr-ekpZw LINK DO DISCURSO DA DILMA SOBRE A CRIAÇÃO DO PRONATEC
"A aplicação da prova do Enem é um esforço de grandes dimensões que ocorreu este ano em 1.602 cidades de todo o país.
Mobilizou 400 mil profissionais, entre professores, policiais, funcionários dos Correios e fiscais", disse a presidente Dilma Rousseff a respeito da prova do Enem realizada sem problemas no último final de semana, um ano depois dos desvios de provas que praticamente inviabilizaram a aferição no ano passado.
Demonstrando que o País tem condições de superar seus problemas e avançar, a presidente afirmou que o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego) vai oferecer bolsas de estudo e financiamento para cursos de qualificação profissional. O Pronatec vai financiar cursos técnicos em escolas privadas de educação profissional, como se faz hoje com o ensino superior, por meio do Fies, o Fundo de Financiamento Estudantil.
Dilma destacou que serão R$ 24 bilhões em investimentos até 2014. A expectativa do governo é que sejam criados 8 milhões de vagas em cursos de formação técnica e profissional. "Vão ser 5,6 milhões de vagas para cursos de curta duração, destinados à qualificação profissional de trabalhadores. E mais 2,4 milhões de vagas para cursos técnicos, voltados para os estudantes do ensino médio, com duração de pelo menos um ano", explicou.
Segundo Dilma, estão sendo construídas 208 novas unidades de institutos federais de Educação Profissional - 35 delas devem ser entregues ainda este ano. Uma parceria com o Sistema S prevê a ampliação da oferta de cursos profissionalizantes gratuitos para 630 mil vagas também em 2011. "Além disso, investimos R$ 1,7 bilhão na construção de 176 escolas técnicas estaduais e também na reforma, ampliação e compra de equipamentos de outras 543 unidades".
Este é o caminho.
Fonte: Jornal ABC Repórter
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
GOVERNO ANASTASIA ATACA PSOL PELA DIREITA
A Executiva Nacional do PSOL realizou na quinta feira (13/10), em São Paulo, reunião extraordinária em que tomou as decisões e as iniciativas necessárias para impedir que o PSOL mineiro fosse invadido por filiados do PRTB, do DEM e de outros Partidos da Direita, movimento orquestrado por membros do governo Anastásia, cujos principais operadores fazem ...da UTRAMIG seu quartel general.
Jorge Periquito, ex-candidato a prefeito de Belo Horizonte, pelo PRTB, nas últimas eleições, e Ilton Câmara, que também foi candidato a Prefeito, pelo PRTB, nas eleições extraordinárias realizadas, em Ipatinga, no ano passado, são os principais orquestradores e maestros da fracassada tentativa de seqüestro do PSOL, pela direita, em Minas Gerais.
Nomeado pelo Governador Anastasia, Jorge Periquito é, nada mais nada menos, que Presidente da UTRAMIG- Fundação de Educação para o Trabalho de Minas Gerais, vinculada ao Governo do Estado. E Ilton Câmara, o fiel escudeiro, seu Chefe de Gabinete.
Avaliada a situação vivida pelo Partido no Estado. Percebendo-se de forma inequívoca que houve uma filiação em massa de ex-filiados do PRTB, uma verdadeira dissolução daquele Partido dentro do PSOL, no Estado, a Executiva Nacional do PSOL resolveu suspender todas as filiações identificadas como comprometidas com essa tentativa de seqüestro do PSOL mineiro, impedindo assim que a iniciativa urdida a partir de membros do Governo Anastasia, iniciativa que não tem outro propósito senão desfigurar o PSOL no Estado, lograsse êxito, colocando o Partido no mercado das legendas de aluguel, como tantas outras.
Assim, em defesa do PSOL, é importante que a Sociedade saiba e, como nos ensina André Gide, como as pessoas não prestam atenção, é sempre necessário que se repita. O Partido Socialismo e Liberdade não é lugar para políticos profissionais. Nossos sonhos não cabem nas urnas.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
In The Silence
Eu seguro sua foto nas minha mãos
Sua beleza retratada tão bem
Seus olhos tão preciosos, você é tão bonita
Você é um anjo do céu, aqui ao meu lado
No silêncio da noite eu posso ouvir
Vozes de anjos cantando o seu nome
Oh, quão bonito é o seu nome
Como eles cantam, de novo e de novo
Apenas o toque da sua mão na minha
Calafrios tomam conta de mim
Amor passado é deixado pra trás
O seu amor me encontrou
No silêncio da noite eu posso ouvir
Vozes de anjos cantando o seu nome
Oh, quão bonito é o seu nome
Como eles cantam, de novo e de novo
Como eles cantam, de novo e de novo
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
CARTA. PÓS GREVE EM MG
Pessoal, vale a pena ler esta carta e divulgá-la para todos terem consciência do que o governo de Minas Gerais é capaz de fazer contra a educação e principalmente contra nós, educadores.
Leiam e repassam para que o máximo de pessoas possíveis no Brasil e no MUNDO saibam que eles tentam nos calar pela mídia (TV).
Mais informações:
www.sindutemg.org.br
www.blogdabeatrizcerqueira.blogspot.com
www.blogdoeulerconrado.blogspot.com/
Carta ao Senador Cristovam Buarque
Guaxupé/MG, 30 de Setembro de 2011.
Boa tarde Exmo. Senador Cristovam Buarque!
Obrigado por tudo que V.Exa. tem feito pela educação neste nosso país sem educação!
Sem educação dos governos, dos ministérios públicos, dos tribunais de justiça, e da força policial que não protege os educadores, ao contrário, comete a maior das violências - maior que gás de pimenta, bala de borracha e cassetetes - a humilhação em nível nacional.
Gostaria de lhe pedir encarecidamente, de forma angustiada e sofrida, para que o senhor intervenha por nós Professores de Minas Gerais!
Na forma de discurso no senado, de ofícios, ou qualquer ato seu, mas que venha em nosso auxílio, diante da barbárie que estamos sofrendo com este governo de Minas.
Não quero nem me ater aqui à implantação do nosso Piso Nacional na Carreira, porque vejo, aliás, não vejo mais possibilidades de recorrer a ninguém, nenhuma instituição deste país, porque nenhuma delas nos ouve, nos socorre, nos reconhece. Aqui em Minas Gerais não existe, para nós, nenhuma destas instituições. Para estes, da forma que somos tratados, somos menos que bandidos! Sim porque os bandidos são protegidos, intocáveis e desfrutam de uma verba mensal que faz vergonha nos nossos contra-cheques! E as instituições, os Direitos Humanos, os consideram muito mais que a nós, Educadores que somos! Até acredito que o senhor também esteja sofrendo com esta situação aqui em Minas! Mas por ora, meu pedido é outro!
Me refiro ao fato de nós Professores termos - aceitado um acordo de boa fé com o governo suspendendo a nossa histórica greve - termos voltado às aulas, mas termos que conviver diuturnamente, todos os dias, com aquelas pessoas que se intitulam de "professores", (os tampões) que ocuparam nossos lugares nas salas de aulas durante a greve, e que agora ficam pela escola, passeando, fofocando, sorrindo na nossa cara, comendo a merenda dos alunos - aquela que o nosso digníssimo desembargador de Minas afirma ser o único alimento das crianças dos rincões mineiros - desfilando pela escola, usando a mesma sala dos Professores, e mais ainda, recebendo salário!
Ora, pode-se contratar pessoas desqualificadas para substituir Professores em greve? Não é contra a lei de greve? Se não há dinheiro para pagar o Piso aos verdadeiros Professores, por que haveria para gastar com professores fura-greve sem qualificação para ministrar conteúdos aos nossos alunos com o discurso de prepará-los para o ENEM?
É desumano, é imoral, é muito humilhante para nós Professores, sermos submetidos a este tipo de humilhação, pelo governo! E ainda mais, em meio a tudo isso, este mesmo governador vais às TV's, em todos os canais, e diz estar preocupados com os alunos e pais de alunos, jogando-os contra nós Professores, desfazendo de nossa luta pelo Piso Salarial Nacional na Carreira, que é uma lei federal, que é nosso de direito, mas que todas as instituições mineiras que deveriam zelar pela aplicação dessas Leis, se curvam para servir apenas ao governo. E nós trabalhadores desvalorizados, somos deixados à beira do caminho da justiça e do respeito a dignidade humana!
Como viver assim, eu lhe pergunto? Como? Até quando? Quem vai olhar por nós? Nós estamos sendo mortificados aos poucos, em doses homeopáticas de crueldades e desmoralização por este governante, que, se diz "professor de direito" e que se elegeu com esta bandeira, traindo à todos, todos aqueles que votaram neste senhor
cruel e desprezível!
Até quando? Que mais será preciso acontecer para vermos a justiça dar frutos bons?
Tomando a frase de um grande pensador dos nossos tempos de hoje, o digníssimo e inteligentíssimo Professor Euler Conrado, lutador incansável pelo reconhecimento e implantação do nosso Piso Salarial em Minas, ele diz "parece que em Minas Gerais os magistrados, promotores, juízes e desembargadores, fazem o mesmo curso e estudam pela mesma cartilha...".
A sensação que temos é que estamos dentro de um ovo, em um outro país, que não o Brasil, que não nossa Minas Gerais!
Não são 112 dias de greve e de sofrimento, é muito mais que isso!
Estas pessoas que deveriam zelar pelo cumprimento das leis, não estudaram? Não tiveram Professores, um dia, para lhes proporcionar tudo o que eles têm hoje?
Greve de Fome, balas de borracha, tropa de choque, polícia, gás de pimenta, cassetetes, repressão, sangue, violência, ... isto tudo não deveria, mas ficará para sempre marcado nos livros de história da educação, no futuro, e os historiadores terão que passar estes "conteúdos" aos alunos! E os nomes daqueles que impediram que essa classe sobrevivesse, e os daqueles que impediram que essa classe extinguisse, estarão lá, escritos também, para que todas as gerações futuras rendam as devidas glórias!
Oxalá Deus permita que eles não precisem viver tudo novamente!
POR:Vera Maria da Silva Ribeiro- Guaxupé/MG
Professora - Mestre em Educação
Professora de coração, Mineira,
Brasileira e Educadora
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