quinta-feira, 27 de outubro de 2011
A política de alianças responsável
A um ano das eleições municipais de 2012, não faltam especulações nas ruas e na imprensa em torno de candidaturas, apoios e alianças partidárias, muitas delas envolvendo o PT. Isto é natural, diante da importância que o próximo pleito representa para o futuro das nossas cidades, em especial Ipatinga, onde grande parte da população se vê frustrada, nos últimos sete anos, ao experimentar a condução política de maus governantes com suas falsas promessas e administrações caóticas, como é o caso atual.
Pelo seu histórico de governos que transformaram definitivamente a vida da população em 16 anos (de 1989 a 2004), com Participação Popular, Crescimento Econômico, Valorização do Serviço Público e Investimentos Sociais, o PT é uma das forças políticas protagonistas das ações e inovações que precisam ocorrer em Ipatinga, para que possamos recolocar o município nos trilhos do desenvolvimento.
Para o PT de Ipatinga, o debate de conteúdo programático e a candidatura própria ao cargo de prefeito é o pressuposto básico para as discussões em torno das coligações partidárias, tendo em vista as experiências bem sucedidas de nossos governos e o valoroso respaldo popular conquistado ao longo dos anos. Conforme deliberações do IV Congresso Nacional do PT, realizado no mês de setembro, os partidos da base aliada do governo da presidenta Dilma Rousseff formam o arco potencial de alianças para 2012. Mas é importante deixar claro que o Partido dos Trabalhadores apresenta seus candidatos e mantém relações político-partidárias obedecendo a princípios coerentes com a sua história e as especificidades locais.
Nesse contexto, é preciso reconhecer a existência de, pelo menos, mais dois blocos partidários em Ipatinga. Eles são liderados pelos grupos que comandaram e ainda comandam o município no período pós-2004 e que fazem oposição radical às conquistas populares dos governos do PT. Se por um lado um dos blocos tem uma perenidade maior na política do município, tendo como seu principal expoente o ex-prefeito Sebastião Quintão, do PMDB, o outro bloco geralmente se constitui sempre às vésperas das eleições e à custa de interesses difusos. Este bloco é liderado por Alexandre Silveira e Rosângela Reis, que nas Eleições Extemporâneas de maio de 2010, montou um arco partidário composto por 15 partidos. Esta esdrúxula Aliança Política elegeu o atual prefeito. Para as próximas eleições, este bloco vem com nova cobertura partidária, tendo como novo partido o PSD, recentemente fundado por Gilberto Kassab, atual prefeito de São Paulo. Alexandre Silveira - principal articulador do PSD -, Rosângela Reis e seus aliados tentam se organizar para a nova disputa eleitoral que se avizinha, mas estão tendo dificuldades para recompor o arco de alianças do ano passado, devido ao fracasso total do atual governo municipal, por eles patrocinado. É preciso a redobrada atenção do eleitorado local, porque senão, Alexandre Silveira e Rosângela Reis, na medida em que o barco afunda, poderão sair por aí dizendo que não são responsáveis pelo caos ora instalado em Ipatinga. Mas os dois são os principais responsáveis, sim! Então, devemos, enquanto Partido dos Trabalhadores, alinhavar nossa política de alianças, desde que sejam preservados os valores éticos, o nosso conteúdo programático, a legalidade e o alto nível da disputa eleitoral, para o bem da democracia e de toda cidade.
Em Ipatinga, o PT sempre contou com a aliança histórica do PCdoB para combater os políticos tradicionais e conservadores, que usam os partidos, cooptam lideranças e, uma vez no poder, não cumprem o que prometeram e costumam olhar tão somente para os seus interesses particulares e impublicáveis, virando as costas para a grande massa da população.
Temos a plena convicção de que, unidos internamente e abertos às discussões para elaboração do melhor projeto pra cidade, o PT de Ipatinga apresentará um nome para disputar as eleições de 2012, fruto do amadurecimento do nosso debate interno. Temos o dever de conversar com as lideranças de partidos aliados do governo Dilma, que estejam comprometidos com a população de Ipatinga. Assim, iremos convergir forças positivas não apenas para conduzir com qualidade, transparência e competência a máquina do serviço público, mas para construir com a Participação Popular um Programa de Governo avançado, que garanta a melhoria da qualidade de vida para o conjunto da sociedade ipatinguense.
Nós, do PT de Ipatinga, temos a prerrogativa autêntica para defender um governo que traga de volta a Participação Popular, que resgate as políticas públicas abandonadas nos últimos 7 anos, nas áreas de saúde, educação, limpeza urbana, habitação, trânsito, segurança e que assegure o reconhecimento e a Valorização do Servidor Público. Uma administração séria que, ao mesmo tempo, seja capaz de promover o Desenvolvimento Econômico e Social, com geração de empregos e rendas, e políticas especiais de apoio aos jovens, às crianças, aos idosos, às mulheres e aos trabalhadores em geral.
Uma resolução aprovada pela Comissão de Acompanhamento das Eleições de 2012, do PT Nacional, sinaliza a importância estratégica de Ipatinga no contexto partidário. Diz o documento: "Sem prejuízo do acompanhamento em demais localidades, a prioridade do PT para 2012, além das prefeituras que hoje o partido governa, serão as capitais e os municípios com mais de 150 mil eleitores. (...)"
Então, de uma coisa os "comentaristas políticos de plantão" podem ter certeza: o PT marchará unido buscando na prática, uma Política de Alianças responsável, capaz de agregar partidos e lideranças que querem o melhor para Ipatinga.
É isso que a população quer do Partido dos Trabalhadores.
(*) Antônio Pirralho é presidente do PT de Ipatinga
FONTE:http://www.diariopopularmg.com.br
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