terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Toda solidariedade à greve dos trabalhadores e trabalhadoras da Cemig
Acompanhamos com grande descontentamento a implementação ao longo dos governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia uma política de precarização dos serviços da Cemig. Esses governos incentivaram medidas que trouxeram grandes prejuízos ao desenvolvimento do estado, à sociedade e aos trabalhadores. É uma vergonha para todo o Brasil a média de um trabalhador terceirizado morto em serviço para a Cemig a cada 45 dias.
Assistimos ainda a empresa repassar 100% dos lucros aos acionistas e atingir a incrível marca de 18 mil trabalhadores terceirizados contra 8 mil efetivos. Os governos neoliberais conseguiram a façanha de tornar a diferença entre o menor e o maior salário dentro da empresa, que era de 18 vezes, em 32 vezes, graças à distribuição da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de forma a priorizar os salários mais altos.
Era grande a expectativa dos movimentos sociais, sindicais, populares, estudantis e dos trabalhadores em geral de mudança na gestão da Cemig. O então candidato Fernando Pimentel assumiu o compromisso de colocar fim à terceirização e a rever as políticas da empresa. Porém, o governador assumiu a postura de virar as costas às reivindicações dos trabalhadores e recuou das próprias promessas, transformando nossas expectativas em frustração e indignação.
Por tudo isso, entendemos que a greve dos trabalhadores e trabalhadoras da Cemig, que já ultrapassa 40 dias, é legítima, oportuna e representativa da demanda do conjunto dos movimentos sociais por uma gestão verdadeiramente preocupada com o interesse público.
Nos somamos à categoria dos eletricitários, ao Sindieletro e demais sindicatos na reivindicação por uma política de primarização, com contratação imediata dos aprovados em concurso, além do estabelecimento de um Acordo Específico de Primarização, contra a retirada de direitos, e pelo repasse de 100% do PLR de forma igualitária a todos trabalhadores e trabalhadoras.
Nos somaremos aos eletricitários e eletricitárias nas mobilizações e na difusão da verdade sobre a greve e a Cemig e pedimos o imediato atendimento das reivindicações. Defendemos que a Cemig precisa estar a serviço do povo mineiro.
ASSEPEMGS
Associação Metropolitana de Estudantes Secundaristas - AMES BH
Barão de Itararé
Cáritas Brasileira Regional Minas Gerais
Cellos MG
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB
Central Única dos Trabalhadores - CUT
Comitê Igrejas
Comitê Contagem pela Constituinte
Confederação Nacional dos Urbanitários - CNU
Coletiva Flor de Cacto - Uberlândia
Coletivo Carcará - São João Del Rei
Coletivo Henfil de Comunicação
Coletivo Maria Maria - Juiz de Fora
Coletivo Quilombo Minas
Coletivo Retalho de Fulô - Diamantina
Coletivo Terra Roxa - Juiz de Fora
Consulta Popular
DCE UFMG
Federação dos Empregados Rurais Assalariados de Minas Gerais
Federação Estadual dos Metalúrgicos de MG - FEM - CUT
Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil – FIT METAL
Federação Nacional dos Estudantes de Escolas Técnicas - FENET
Federação Nacional dos Trabalhadores Gráficos
Federação Nacional dos Urbanitários - FNU
Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar de Minas Gerais - FETRAF MG
Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação - FNDC MG
Fórum Político Inter-religioso/BH
Grupo Coexista
Kizomba
Levante Popular da Juventude
Luta Popular e Sindical - LPS
Marcha Mundial das Mulheres
Movimento dos Atingidos por Barragens – MAB
Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos - MTD
Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas - MLB
Movimento de Mulheres Olga Benário
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST
Movimento Luta de Classes
Movimento Mundo do Trabalho Contra a Precarização
Movimento pela Soberania Popular Frente a Mineração - MAM
Partido Comunista Revolucionário
Pastorais Sociais
Quem Luta Educa
Rede Nacional de Advogados Populares - RENAP
Rede Nós Amamos Neves
Sindados MG
Sindágua MG
SindMetal Mário Campos
SindRede BH
Sindibel
Sindicato dos Aeroviários de Minas Gerais
Sindicato dos Enfermeiros de MG
Sindicato dos Funcionários na Administração em Jornais e Revistas
Sindicatos dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais
Sindicato dos Metalúrgicos BH Contagem
Sindicato dos Metalúrgicos de JF
Sindicato dos Psicólogos de Minas Gerais
Sindicato dos Radialistas de Minas Gerais
Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araçuaí - SISPUMA
Sindicato dos Trabalhadores do Ramo Financeiro de JF
Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Extrema e Região
Sind-Saúde MG
STIMEC
Sindicato dos Trabalhadores nos Correios - Sintect MG
Sindimetro MG
Sindicato dos Refratários MG
Sindicato dos Sociólogos
Sindifes
Sindipetro MG
SindUTE MG
Sinjus MG
Sinpro JF
Sintert MG
Que horas ela volta?
Ontem praticamente o Brasil todo viu o filme "Que horas ela volta?".
Confesso que fiquei pesaroso com o filme e angustiado, mas depois um pouco mais aliviado.
Choveram criticas boas e ruins sobre o filme. Em sua maioria boa, mas com muitos contextos superficiais romantizando muito o filme. As ruins lógico que falando mau( a classe rica) do contexto da empregada doméstica coisa e tal que já sabemos.
Minha leitura já foi para outro lado, por isso de ter ficado pesaroso e em determinados momentos angustiado. A luta e divisão de classes é nítida,
só não vê que não quer ou quem é mau intencionado. O filme também deixa bem claro os avanços sociais a partir de 2003 feitos pelos governos Lula e Dilma que aconteceram no Brasil . Com esses avanços, podemos ver na atual conjuntura o ódio de classes. A classe rica não aceita ver a classe pobre ocupando os mesmos espaços. Vemos isso na cena quando a patroa Barbara fala para Val que sua filha a partir daquele momento não poderia passar da cozinha. Outra cena que relata isso é o momento que Jessica passa na primeira fase do vestibular onde até então era um espaço seleto apenas para a elite. A expressão da patroa com a aprovação da Jessica no vestibular, deixa bem claro o comportamento da elite brasileira.
A cena mais espetacular em minha opinião foi quando Val entra na piscina, um local ate então proibido e que depois ocupado por Jessica e retaliado pela patroa. Val e Jessica se empoderaram e ocuparam espaços antes proibidos para pessoas como elas.
Val é uma nordestina, pobre e trabalhadora que deu duro para conseguir sustentar sua filha Jessica e esta estudou e conseguiu passar no vestibular.
A história de Val é uma história real. E só é possível graças aos avanços sociais dos governos Lula e Dilma. Não tem como negar isso.
A diretora do filme Anna Muylaert deixa bem claro os avanços sociais conquistados "Isso é um fato histórico e não se pode negar", vide vídeo https://www.facebook.com/enioverri/videos/738206536309425/?pnref=story
Em fim, podemos tirar muitos exemplos deste filme. E o legado dos avanços sociais no Brasil. A classe trabalhadora ocupando espaços antes nunca ocupados, seja em uma piscina na casa dos patrões ou em uma universidade, isso ninguém pode negar. Vamos avançar ainda mais.
te cuida elite, pois "se a classe operária tudo produz, a ela tudo pertence" - Karl Marx.
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