quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Servidores continuam no escuro quanto a reajuste


IPATINGA - Depois de deixar o funcionalismo público na expectativa por mais de uma semana, a Prefeitura de Ipatinga adiou novamente a oferta de uma contraposta ao Sindicato dos Servidores Públicos de Ipatinga (Sintserpi).
Os representantes da categoria estiveram no final da tarde ontem (17) reunidos com os secretários de Administração e Fazenda, que alegaram ainda não ter condições para apresentar um reajuste ao funcionalismo público por falta de receita.
A presidente do sindicato, Elenir de Lima, lamentou que a reunião de terça-feira tenha terminado com a Administração Municipal pedindo novo prazo para analisar as contas públicas. "Mais uma vez, os trabalhadores vão ter seus salários defasados em relação ao salário mínimo. Os auxiliares de serviços, vigilantes e demais integrantes da primeira grade vão perder com a falta de posicionamento do governo", falou.
Os números de comprometimento da folha de pagamento apresentados pelos representantes da Prefeitura divergem dos que foram encontrados pela assessoria contábil contratada pelo Sintserp.
De um lado, a Prefeitura alega que seu teto com folha de pagamento chegou a 49,76%, percentual superior ao permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LFR). Do outro lado, economistas contratados pelo sindicato encontraram um comprometimento de apenas 43,42%.

PAUTA
O índice de reajuste pedido pelo sindicato foi 19,2% para repor as perdas salariais dos servidores públicos. As reivindicações feitas começam com a exigência de um salário base de R$ 750, independentemente da função e a carga horária de trabalho e auxílioalimentação de R$ 200, além de isonomia nos salários dos técnicos de enfermagem, motoristas e vigilantes.
Para os trabalhadores, também foi requerida a regularização no fornecimento de uniforme, atendendo aos setores que reivindicarem a vestimenta. A Administração Municipal deve observar a quantidade compatível com a jornada de trabalho do servidor.

COMISSÃO
O Sintserpi também reivindicou a instalação de uma mesa de negociação permanente do Sistema Único de Saúde no município de Ipatinga, objetivando estabelecer um fórum de debates entre empregadores e trabalhadores do SUS, discutindo a estrutura administrativa do sistema e tratar conflitos e demandas decorrentes das relações funcionais dos profissionais.

FONTE:Diário Popular (18/01/2012)

Nenhum comentário:

Postar um comentário